Evento, realizado pela primeira vez no continente americano, reunirá especialistas de 30 países para refletir sobre soluções criativas aos desafios do século XXI; e em particular a inovação visando a sustentabilidade.

De 8 a 10 de dezembro, especialistas de cerca de 30 países, estarão juntos em São Paulo no TUCA (Teatro da Universidade Católica) discutindo o pensamento atual e as tendências futuras na gestão da inovação, na economia do conhecimento e nos modelos de negócios emergentes, focados em particular na promoção do desenvolvimento sustentável.

É a 6ª edição do International Conference on Innovation and Management (Congresso Internacional em Inovação e Gerenciamento, ICIM 2009), organizado pela PUC em conjunto com instituições de ensino superior européias e asiáticas.

Para o professor Arnoldo de Hoyos Guevara (Núcleo de Estudos do Futuro, Pós em Administração da PUC-SP), presidente do Comitê Científico do evento, o ICIM 2009 facilitará o pensar coletivo sobre os desafios de transição encontrados no século XXI, estimulando o surgimento de soluções criativas.

“A era do conhecimento está mergulhada num cenário global turbulento, alicerçado por uma crise econômica de alcance planetário, com riscos das mudanças climáticas, em meio a uma crise de valores no contexto da complexidade da governança global. Os cenários do amanhã serão marcados pelas resultantes da situação presente, e refletirão os resultados e contradições nascidos da alta competição entre os diversos atores que se voltam a mercados, e o sucesso ou fragilidades de políticas públicas”, avalia o professor.

“Nesse contexto, é importante a aproximação entre instituições cientificas e modelos de gestão empresarial nacionais, bem como o conhecimento de experiências de outras nações”, completa, enfatizando o objetivo do ICIM 2009 de promover o intercâmbio internacional, aglutinar os setores acadêmico, privado e público e ampliar as condições para o desenvolvimento e execução de pesquisas em Ciência e Tecnologia e em Pesquisa e Desenvolvimento.

Será a primeira vez que o ICIM acontece no continente americano. A programação do Congresso, que terá palestras, workshops e apresentação de cases e papers, pode ser vista no site www.pucsp.br/icim. Mais informações em icim@pucsp.br.

Publicado por: Renato Guimaraes | 12 novembro 2009

Uniban, ética e sustentabilidade

Que a história da Uniban virou um desastre de relações publicas já ninguém duvida. Certamente será usado como case por muitos anos em todas as aulas de crise de imagem e como (não) lidar com isso. O episódio também mostra mais uma vez o poder viral da internet  para consolidar a imagem (neste caso negativa) de uma empresa, quando esta não age de acordo com padrões éticos aceitáveis.

Vejam abaixo o video que toma uma cena clássico do filme “A Queda”, sobre os últimos momentos do regime nazista, e que fustiga de maneira impiedosa a Uniban. Não preciso dizer que já e um clássico do Youtube.

Publicado por: Renato Guimaraes | 9 novembro 2009

Moedas sociais, redes de troca e economia solidária

O que tem a ver o dinheiro, os mercados e as finanças com os valores éticos, morais e materiais que pautam nossas vidas? Como transformar momentos de crise, como a que vive o mundo, em oportunidades com escala suficiente para garantir o futuro que desejamos para nossos filhos e netos? Qual é o papel dos agentes financeiros na construção da sustentabilidade do planeta?

Para responder a estas e outras perguntas a Gestão Origami e a APEL Consultores trazem a São Paulo a economista e socióloga Heloísa Primavera, uma das maiores autoridades mundiais sobre economia solidária e moedas sociais. Ela estará acompanhada de Hans Georg Raven, Doutor em Ciências Naturais pela Universidade de Stuttgart, e especialista em gestão de sistemas de organização.

Eles coordenarão no dia 29 de novembro um workshop dedicado a conhecer em profundidade experiências de diferentes partes do mundo de uso de moedas sociais e de implantação de redes de trocas. Uma oportunidade imperdível para conhecer melhor estes instrumentos inovadores de inserção das populações de baixa renda nos processos econômicos a partir de um modelo de desenvolvimento mais sustentável.

Mais informações sobre o evento Finanças Solidárias e Redes de Trocas: Explorando Ideias, Projetos e Oportunidades podem ser obtidas visitando aqui.

Publicado por: Renato Guimaraes | 15 setembro 2009

Escapando da ditadura do PIB

No dia 14 foi apresentado em Paris um relatório preparado por um grupo liderado por Joseph Stiglitz que propõe uma revisão global na maneira como atualmente se mede a pobreza e o desenvolvimento das nações, tratando de escapar da “ditadura” do PIB, e incluindo indicadores de “felicidade dos povos” e “sustentabilidade”.

Esta não é uma discussão nova, mas depois da crise econômica global acabou transformando-se em algo vital, já que de alguma forma ao parâmetros tradicionalmente usados para medir desenvolvimento e sucesso econômico são vistos como parte do combustível que deixou o mundo na situação em que está. Claro que ter gente como Stiglitz e o presidente francês bancando esta discussão em um nível tão alto, e ainda por cima com o apoio explícito ou velado de veículos como o Financial Times, ajuda a alavancar uma debate que ultrapassa o âmbito dos governos.

A importância de trabalhos como o desenvolvido pela comissão liderada por Stiglitz é que ajudam a fortalecer a argumentação segundo a qual nenhuma organização que se queira séria pode estar alheia ao debate e a implementação de ações concretas enfocadas na sustentabilidade. Em médio prazo será insustentável para qualquer empresa não estar seriamente alinhada ao tema.

Como informações complementares, indico o link para um interessantíssimo artigo do Stiglitz sobre o tema: “GPD Fetichism”. Outro link interessante é para o website da Comissão liderada pelo economista (Commission on the Measurement of Economic Performance and Social Progress), de onde é possível baixar o texto completo do relatório (recomendo a leitura dos capítulos dedicados ao tema da “qualidade de vida” e “desenvolvimento e meio ambiente sustentáveis”).

Publicado por: Renato Guimaraes | 11 setembro 2009

Riqueza e conflitos sociais no Peru

O boom das commodities nos últimos anos catapultou várias economias na América Latina. Uma das mais beneficiadas, sem dúvida, foi a peruana, com toda a riqueza de minerais existentes na sua região andina. O contraponto desta riqueza foi o aumento proporcional de conflitos sociais, gerados pelo conflito de interesses e pelo choque de distintas visões de mundo entre empresas mineradoras, governos e comunidades afetadas por projetos de mineração. Em meio a várias situações de confronto, inclusive com violência, há também experiências inovadoras de manejo de conflito, como a da mina de cobre de Tintaya. Eu escrevi um texto sobre o assunto, que foi publicado pela revista Página 22, editada pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas. O texto pode ser lido aqui.

Publicado por: Renato Guimaraes | 10 setembro 2009

Sacolas insustentáveis

sacola_passaroO Brasil consome em média 33 milhões de sacolas plásticas por dia, um bilhão por mês, 12 bilhões por ano. São números absolutamente impressionantes, que dão uma idéia do monumental desperdício e do impacto ambiental causado pelas prosaicas sacolinhas que recebemos a cada vez que vamos ao supermercado. Praticamente não existe um lugar aonde vamos sem encontrar uma delas, enroscada em galhos de árvores, entupindo bueiros, voando jogada pelos ventos. Ou matando mais de 100 mil animais por ano no mundo.

O Ministério do Meio Ambiente e a rede de supermercados Wal-Mart estão desenvolvendo a campanha “O saco é um saco”, para chamar a atenção dos consumidores para estes números incríveis e estimular soluções ecologicamente mais sustentáveis. Aliás, o impacto das sacolas começa no processo de produção, já que são feitas a partir de petróleo ou gás naturais. Isso para produzir um artigo absolutamente descartável.

A campanha quer estimular os consumidores a dizer “não” ao uso de sacolas plásticas e adotar alternativas, como sacolas reutilizáveis ou alguma outra alternativa. No meu caso, peço que os produtos que compro sejam acondicionados, sempre que possível, em caixas de papelão. Outra coisa que estou pensando em adotar é comprar um engradado de plástico e usá-lo de forma permanente para trazer os produtos que compre.

O site do Ministério do Meio Ambiente dedicado à campanha está cheio de informações interessantes e traz muitas dicas sobre como escapar do uso das onipresentes sacolinhas de plástico.

O José Júnior, do AfroReggae, estrela o excelente vídeo da campanha. Vejam abaixo.

Publicado por: Renato Guimaraes | 8 setembro 2009

A Trajetória da Fumaça

As repórteres Andreia Fanzeres e Cris Prizibiszcki, do portal O Eco, ganharam uma bolsa de investigação jornalística da Avina para fazer uma série de reportagens, vídeos e infográficos sobre o uso do fogo na agricultura brasileira e o seu impacto sobre as taxas de desmatamento, saúde pública e emissões de carbono.

Tanto esforço investigativo resultou no projeto Trajetória da Fumaça, cujo interessantíssimo website pode ser visitado aqui. Lá há vídeos, fotos, infográficos e histórias sobre os distintos aspectos do uso do fogo na agricultura e como esta prática afeta a saúde e a sustentabilidade da Amazônia e das comunidades que dependem da floresta.

Fonte: O Eco

Publicado por: Renato Guimaraes | 7 setembro 2009

Biocombustível gera polêmina na Suíça

A jatropha mocambicana

A jatropha moçambicana

Jatropha. Este é o nome de uma pequena castanha típica de Moçambique que está causando um debate nacional na Suíça. Ela é uma das apostas da empresa suíça Green Bio Fuel, que tem um projeto de construir uma usina para produzir 100 mil toneladas de biocombustível por ano a partir da pequena castanha.

O projeto recebe incentivos governamentais previstos na legislação que distribui reduções fiscais para biocombustíveis produzidos a partir de recursos renováveis. Mas está sendo bombardeados por ONGs e parlamentares que questionam o impacto do estímulo do plantio da Jatropha sobre a produção de alimentos.

Segundo um estudo publicado pela ONG Swaissaid a planta de Jatropha, também conhecida como nós purgativa, é sujeita a doenças fitossanitárias e, portanto, requereria grandes quantidades de água, adubo e pesticidas. Outros problemas incluiriam até questões sociais e políticas, como os casos de corrupção que estariam surgindo envolvendo autoridades locais e investidores potenciais.

O relatório da Swissaid chega ao mesmo tempo em que o parlamento suíço começa a discutir uma moção do deputado de esquerda Rudolf Rechtsteiner que pede uma moratória de cinco anos para a produção de biocombustíveis na Suíça.

Os contra-atraques não demoraram. Um porta-voz da empresa Green Bio Fuel foi taxativo ao qualificar o relatório e a moção como ações que na prática representam uma “política de obstrução que prejudica a Suíça.”

Jean Zigler, ex-relator especial da ONU pelo direito à alimentação, é taxativo quanto à questão: “Aquele que enche o tanque com biocombustível, cria fome nas populações do Sul.”

Fonte: Swiss Info

Publicado por: Renato Guimaraes | 6 setembro 2009

Prêmio para escolas e comunidades sustentáveis

Estão abertas até o dia 28 de setembro as inscrições para a segunda edição do Prêmio Minha Comunidade Sustentável, cujo objetivo é estimular escolas públicas e privadas a desenvolverem projetos inovadores que contribuam para a sustentabilidade do entorno e, por extensão, do planeta. Os projetos devem envolver a comunidade escolar e integrar as dimensões social, econômica e ambiental.

Os prêmios para os projetos variam entre R$ 5mil e R$ 20 mil. Um júri de especialistas fará a avaliação dos projetos apresentados, que deverão ser desenvolvidos pela escola em parceria com ONG, órgãos públicos, universidades públicas ou privadas, associações de bairro ou instituição que ofereçam apoio técnico. O Prêmio Minha Comunidade Sustentável é realizado pela revista Carta Escola em parceria com a ONG Ação Educativa.

Mais informações, incluindo o edital completo do prêmio, podem ser obtidas aqui.

Publicado por: Renato Guimaraes | 5 setembro 2009

Cidades e negócios sustentáveis

Meu amigo José Daudt, dublê de escritor e geólogo, me enviou duas dicas interessantes:

Masdar City, oásis sustentável no deserto de Abu Dabi

Masdar City, oásis sustentável no deserto de Abu Dabi

Uma tendência positiva para os próximos anos é a emergência de cidades totalmente sustentáveis. Um dos exemplos mais avançados é a futura Masdar City, construída do zero nas areias desérticas de Abu Dabi. O projeto custará algo em torno de 22 bilhões de dólares, usados para construir uma estrutura completamente sustentável, alimentada 100% por energia solar, com zero de desperdício e total neutralização do carbono emitido.

Masdar City deverá ocupar uma área de seis km2 onde viverão entre 45 mil e 50 mil habitantes. Espera-se que sejam abertas algo em torno de 1.500 empresas dedicadas a produtos e serviços ecologicamente sustentáveis. A ambição é que a cidade seja uma referência de cidade sustentável e consolide toda uma corrente de negócios sustentáveis que ponham Abu Dhabi na vanguarda deste novo mercado.

Aliás, o emergente mercado de produtos e negócios sustentáveis é justamente o tema principal da segunda Conferência da rede de Negócios Verdes (Green Trade Network Summit), que acontece no dia 25 de setembro na cidade de Santa Cruz, na Califórnia. O encontro vai reunir desenvolvedores e representantes de negócios e serviços votados para o desenvolvimento da infraestrutura de cidades sustentáveis, um novo e muito promissor ramo de negócios.

A outra dica é a inclusão pela quarto ano seguido da Petrobras no prestigiado Índice Mundial de Sustentabilidade da Dow Jones (Dow Jones Sustainability World Index – DJSI). O índice faz um acompanhamento de 317 empresas que operam em 58 setores diferentes ao redor do mundo. Deste grupo apenas 19 vêm do setor de óleo e gás. O DJSI é usado como parâmetro de análise de investimentos socialmente e ambientalmente responsáveis. Atualmente cerca de US$ 8 bilhões são investidos atualmente por diferentes fundos de investimentos  em empresas listadas no Índice.

Além da Petrobrás, as outras empresas brasileiras listas no DJSI são: Aracruz, Bradesco, Companhia Energética de Minas gerais (Cemig), Itaú-Unibanco e Itausa Investimentos, Usiminas e Votorantim.

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