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	<description>Notícias, histórias e reflexões sobre Comunicação &#38; Sustentabilidade</description>
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		<title>SustentaNews em novo endereço</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Mar 2011 18:06:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Guimaraes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O SustentaNews está de casa nova! Agora conta com seu próprio domínio: www.sustentanews.com. Atualize os seus bookmarks!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sustentanews.wordpress.com&amp;blog=9192622&amp;post=517&amp;subd=sustentanews&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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		<title>Os desafios do manejo de resíduos sólidos</title>
		<link>http://sustentanews.wordpress.com/2011/03/25/os-desafios-do-manejo-de-residuos-solidos/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Mar 2011 23:19:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Guimaraes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Plataforma Sinergia, uma rede de pessoas e organizações que buscam sinergias para acelerar o desenvolvimento sustentável, organizou um interessante debate sobre sustentabilidade na gestão de resíduos sólidos, logística reversa e reciclagem. O pano de fundo da conversa foram as oportunidades e desafios trazidos pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, cuja lei foi regulamentada no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sustentanews.wordpress.com&amp;blog=9192622&amp;post=503&amp;subd=sustentanews&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/03/lixo.jpg"></a><a href="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/03/recicle.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-515" style="margin:4px;" title="recicle" src="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/03/recicle.jpg?w=630" alt=""   /></a>A <a href="http://www.plataformasinergia.com.br" target="_blank">Plataforma Sinergia</a>, uma rede de pessoas e organizações que buscam sinergias para acelerar o desenvolvimento sustentável, organizou um interessante debate sobre sustentabilidade na gestão de resíduos sólidos, logística reversa e reciclagem. O pano de fundo da conversa foram as oportunidades e desafios trazidos pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, cuja lei foi regulamentada no fim de 2010.<span id="more-503"></span></p>
<p>Este tema foi mais diretamente tratado por José Valverde Machado Filho, Secretário Parlamentar do Gabinete Deputado Federal Arnaldo Jardim, um dos “pais” da aprovação da Lei, que ficou tramitando 21 anos no Congresso. Outra contribuição interessante foi a de Eduardo Ferreira de Paula, da Comissão Nacional do <a href="http://www.mncr.org.br" target="_blank">Movimento Nacional dos Catadores de Resíduos (MNCR).</a></p>
<p>Abaixo eu faço um resumo das apresentações dos dois (pelo menos do que consegui captar no tempo em que consegui participar).</p>
<p><strong>Política Nacional de Resíduos Sólidos: implementação, desafios e oportunidades &#8211; José Valverde Machado Filho</strong></p>
<p>No Brasil, em 2009 foram geradas cerca de 182 mil toneladas diárias de resíduos sólidos, apenas considerada a população urbana. Isto significa uma média de 1.152 quilos de resíduos por habitante das cidades. Destes totais, apenas cerca de 161 mil toneladas diárias de resíduos (1.015 quilos diários por habitante) são coletados de alguma forma. Isto significa que em todo o Brasil algo em torno de 20 mil toneladas diárias de resíduos sólidos simplesmente ficam “por aí”, afetando diretamente o meio ambiente e a saúde das populações diretamente afetadas.</p>
<p>Ao se considerar o processo de crescimento da economia brasileira dos últimos anos – o qual deve continuar adiante – pode-se especular que haverá um aumento proporcional nestes números, tanto na geração de resíduos sólidos, como na sua coleta e principalmente na não-coleta.</p>
<div id="attachment_505" class="wp-caption alignleft" style="width: 286px"><a href="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/03/destinacao_residuos.jpg"><img class="size-full wp-image-505" title="Destinacao_Residuos" src="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/03/destinacao_residuos.jpg?w=630" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Destinação dos resíduos em São Paulo</p></div>
<p>Deste total de resíduos gerados, 56,8% vão para aterros sanitários, 23,9% para “aterros controlados” e 19% diretamente para lixões. No geral, isto significa que estamos simplesmente “enterrando dinheiro”, no sentido de que parte significativa destes resíduos poderia ser reciclada e voltar para a cadeia produtiva.</p>
<p>O problema tende a piorar em todo o mundo, já que até 2050 estima-se que serão gerados mundialmente 13 bilhões de resíduos urbanos, sendo que atualmente apenas 25% dos resíduos são recuperados de maneira apropriada. É fundamentalmente, portanto, um processo de “esverdeamento” da economia, no sentido de dar valor econômico tangível ao tratamento de resíduos de forma a se fazer os investimentos necessários para a sua coleta e tratamento adequados.</p>
<p>No Brasil as coisas avançam, ainda que lentamente. A Lei Nacional de Resíduos Sólidos levou 21 anos para ser aprovada, especialmente por desacordos sobre o aspecto econômica da sua implantação, com as empresas e o governo se digladiando para ver como seria o pagamento desta conta. Por muito tempo se apostou em uma estratégia do “deixa como está para ver como fica.”</p>
<p>Mas agora, o marco regulatório existe e veio para ficar, com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos e sua regulamentação. Em junho próximo deverá ser divulgado o Plano Nacional de Resíduos Sólidos.</p>
<p>Alguns elementos significativos da nova legislação:</p>
<ul>
<li>Diferenciação entre “resíduo” e “rejeito” – o primeiro tem valor e é possível de ser reciclado e voltar para a cadeia produtiva. Para o segundo não existe ainda tecnologia para reaproveitamento e, portanto, tem de ser tratado de forma adequada. Os resíduos sólidos não poderão ir diretamente para os aterros sanitários, o que representará um enorme desafio para fortalecer a cadeia de coleta, reaproveitamento e destinação. Mesmo para uma cidade como São Paulo, que não tem aterros sanitários, isto é um desafio na medida em que na cidade há somente 20 cooperativas de catadoras conveniadas com a Prefeitura.</li>
<li>Destinação final é diferente de disposição final.</li>
<li>Será necessária uma gestão integrada dos resíduos.</li>
<li>O ciclo de vida dos produtos entra definitivamente na agenda e vai requerer especial atenção.</li>
</ul>
<p>A coleta seletiva é um grande gargalo da implantação da Lei. Em 2000 apenas 451 municípios brasileiros contavam com algum tipo de coleta seletiva formal. Em 2008 a situação melhorou, mas pouco: há coleta em 994 dos 5.565 municípios brasileiros.</p>
<div id="attachment_504" class="wp-caption alignright" style="width: 296px"><a href="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/03/gestao-de-residuos-solidos.jpg"><img class="size-full wp-image-504" title="Gestao-de-residuos-solidos" src="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/03/gestao-de-residuos-solidos.jpg?w=630" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Elementos da gestão e gerenciamento de resíduos sólidos</p></div>
<p>A participação de catadores formalizados é essencial para sucesso da política nacional de resíduos sólidos. No contexto da nova legislação, o sistema de coleta de resíduos sólidos e logística reversa prioriza a participação de cooperativas e de outras formas de associações de catadores. No Brasil mais de um milhão de pessoas vivem desta atividade. Os catadores serão fundamentais na implantação da logística reversa, no trato diário e na segregação de resíduos, na geração de oportunidades de negócios, e de inclusão social.</p>
<p>Mas é preciso capacitar as cooperativas, fortalecer os modelos de gestão. Ou seja, é um grande desafio.</p>
<p>A logística reversa veio para ficar. Alguns setores já são obrigados a implementá-la independente do serviço de coleta pública: Agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, lâmpadas fluorescentes, óleos lubrificantes, produtos eletroeletrônicos e seus componentes. Mas vai alcançar todas as cadeias produtivas de todos os produtos.</p>
<p>O consumidor tem também um papel fundamental em todo este processo. Na verdade os consumidores não estão preparados. Temos um apego ao que usamos, não temos a cultura de devolver. Abrimos nossas gavetas e encontramos montes de celulares, baterias, carregadores sem uso guardados. Neste sentido, a acessibilidade também é importante, não temo obrigar o consumidor a se deslocar por quilômetros para devolver seus produtos usados.</p>
<p>Pela nova lei os consumidores serão obrigados a devolver os resíduos sólidos sempre que haja sistema de coleta seletiva eficiente. Também deverá acondicioná-los adequadamente e de forma diferenciada, além de e disponibilizar adequadamente os resíduos sólidos reutilizáveis e recicláveis para coleta ou devolução.</p>
<p>Fica um desafio novo também para as entidades que representam os consumidores para que atuem de forma propositiva na mobilização e capacitação dos consumidores. Isto porque a responsabilidade compartilhada quer dizer que cada ponta tem de atuar. Se uma das pontas falha, o sistema não funciona.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Coleta seletiva em São Paulo &#8211; Eduardo Ferreira de Paula &#8211; Comissão Nacional do Movimento Nacional dos Catadores de Resíduos (MNCR)</strong></p>
<p>Na cidade de São Paulo há cerca de 20 mil catadores, a maioria trabalhando de maneira informal e em más condições.</p>
<p>Parte pequena deles fazem parte das 20 cooperativas conveniadas com a Prefeitura, com média de 50 cooperados cada uma. A Prefeitura paga as despesas (água, luz, telefone, galpão). As cooperativas se encarregam da gestão dos catadores e da prestação de contas.</p>
<p>Mas a prefeitura não paga pelos serviços dos catadores porque entende que sua parte já está coberta pelo pagamento das despesas. Há um tema aí que precisa ser melhor discutido e que se refere ao pagamento pelos serviços ambientais que os catadores prestam.</p>
<p>A coleta propriamente dita é feita por empresas contratadas pela Prefeitura, que geralmente usam caminhões compactadores. O Movimento acredita que a coleta deveria ser feita usando caminhões-gaiola, que não compactam os resíduos, e que os catadores deveriam participar deste processo, deveriam estar mais visíveis para o publico, e não “escondidos” nos galpões.</p>
<p>Em São Paulo, apenas 1% dos resíduos sólidos produzidos na cidade são recicladas. A cidade produz cerca de 14 mil toneladas de lixo por dia. Além das cooperativas conveniadas, há 96 grupos de catadores sem convênio com a Prefeitura.</p>
<p>Para o MNCR, o modelo de coleta seletiva solidária inclui a coleta porta-a-porta, participativa, com educação ambiental, com os catadores na rua participando da coleta, com autogestão democrática, valorização do trabalho dos catadores, infraestrutura adequada e pagamento pelos serviços ambientais prestados. Várias cidades já tem implementados estes aspectos. Mas não em São Paulo.</p>
<blockquote><p><em>A catação de lixo bem organizada não é uma questão puramente social, mas é de negócios também.</em></p></blockquote>
<p>Em termos de condições de trabalho já existem soluções desenvolvidas como carrinhos elétricos que levam cargas de até 300 kg, o que aumenta não apenas aumenta a quantidade de resíduos transportados, como a quantidade de catadores que deles se beneficiam.</p>
<p>É importante fechar os lixões e investir em aterros sanitários corretamente planejados e construídos. Mas é importante que o fechamento dos lixões leve em conta os catadores que deles vivem, na sua da inclusão social.</p>
<p>A catação de lixo bem organizada não é uma questão puramente social, mas é de negócios também. Não se trata mais tratar os catadores como coitados, mas como gente produtiva e que exerce um papel importante na cadeia produtiva e isso tem de ser reconhecido.</p>
<p>O modelo brasileiro de organização dos catadores é referencia mundial. Existe uma Rede Latinoamericana de Catadores, cuja sede está no Brasil. O que se procura é levar esta experiência para outros países da região.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sustentanews.wordpress.com/503/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sustentanews.wordpress.com/503/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sustentanews.wordpress.com/503/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sustentanews.wordpress.com/503/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sustentanews.wordpress.com/503/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sustentanews.wordpress.com/503/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sustentanews.wordpress.com/503/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sustentanews.wordpress.com/503/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sustentanews.wordpress.com/503/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sustentanews.wordpress.com/503/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sustentanews.wordpress.com/503/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sustentanews.wordpress.com/503/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sustentanews.wordpress.com/503/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sustentanews.wordpress.com/503/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sustentanews.wordpress.com&amp;blog=9192622&amp;post=503&amp;subd=sustentanews&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Produção de alimentos, consumo de energia e sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Mar 2011 03:55:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Guimaraes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A questão dos alimentos e da alimentação saudável está se tornando um tema de debate global, ao ponto de levar grandes empresas multinacionais do setor a revisar suas estratégias de negócios para produzir produtos com impacto menor sobre o meio ambiente e com melhores índices de “saudabilidade” (menor gordura, sal e açúcar, por exemplo). Mas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sustentanews.wordpress.com&amp;blog=9192622&amp;post=497&amp;subd=sustentanews&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A questão dos alimentos e da alimentação saudável está se tornando um tema de debate global, ao ponto de levar grandes empresas multinacionais do setor a revisar suas estratégias de negócios para produzir produtos com impacto menor sobre o meio ambiente e com melhores índices de “saudabilidade” (menor gordura, sal e açúcar, por exemplo). Mas em tempos de aquecimento global, outro aspecto que vem gerando cada vez mais discussões é o impacto da produção, distribuição, comercialização e preparo de alimentos no consumo de energia, e conseqüente, na pegada de carbono.<span id="more-497"></span></p>
<p>Cresce com força nos Estados Unidos e Europa um movimento chamado <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Locavores" target="_blank">“Locavore”</a>, de valorização da “comida local”, ou seja, de estímulo ao consumo de produtos – até mesmo industrializados – produzidos com insumos da região onde vivem os consumidores e que tenham a mínima necessidade possível de deslocamento entre a produção e a mesa. Isto teria dois impactos práticos imediatos: o estímulo aos produtores locais e o impacto menor no uso de energia para produção, transporte e comercialização destes produtos.</p>
<p>Um <a href="http://www.businessinsider.com/food-energy-price-exposure-2011-3" target="_blank">artigo interessante publicado no “Business Insider” </a>procura jogar um pouco de luz sobre o tema de energia e produção e distribuição de alimentos, partindo da constatação que somente nos Estados Unidos a produção de alimentos é responsável por 15% do consumo nacional de energia e o item médio de alimento, por sua vez, viaja mais de oito mil quilômetros entre o campo e a mesa. Diante disso parece óbvio que é melhor, do ponto de vista energético, consumir produtos feitos e transportados localmente. Mas será mesmo?</p>
<p>O autor do artigo, Michael Bomford, professor da Kentucky State University e membro do <a href="http://www.postcarbon.org/" target="_blank">Post Carbon Institute</a>, procura provar que a adesão acrítica a este modelo pode, na verdade, levar a um consumo maior de energia. Ele cita a pesquisa <em><a href="http://www.ers.usda.gov/publications/err94/" target="_blank">Energy Use in the US Food System</a></em>, feita em 2010 pelo Departamento de Agricultura do governo americano, segundo a qual o sistema de alimentação é responsável por 14,4% de toda a energia consumida nos Estados Unidos.</p>
<div id="attachment_287" class="wp-caption alignright" style="width: 633px"><a href="http://gestaoorigami.com.br/renatoguimaraes/files/2011/03/grafico_alimentos_energia1.jpg"><img class="size-full wp-image-287" title="grafico_alimentos_energia" src="http://gestaoorigami.com.br/renatoguimaraes/files/2011/03/grafico_alimentos_energia1.jpg" alt="" width="623" height="265" /></a><p class="wp-caption-text">Energia usada pelo sistema de alimentação proporcionalmente ao total de unergia consumida nos Estados Unidos em 2002. Fonte: Michael Bomford, baseado nos dados do relatório Energy Use in the US Food System.</p></div>
<p>Deste percentual o transporte é o menor responsável pelo uso de energia (em torno de 0,6%). Os principais vilões são o processamento dos alimentos, embalagem, venda e o preparo. Aliás, as cozinhas de nossas casas consomem mais energia (4,1%) para preparar os alimentos do que as fazendas para produzi-los (2,0%).</p>
<p>No que se refere ao transporte, fica evidente para o autor que mais importante do que a distância que o alimento percorre para chegar a nossas casas é a forma como ele é transportado. Neste contexto, alimentos que tenham cruzado longas distâncias em navios de grande porte, como cargueiros ou barcaças, que podem transportar grandes quantidades, usam menos energia por tonelada proporcionalmente do que os alimentos transportados por caminhões pequenos ou caminhonetes, que transportam menos alimentos em distâncias menores.</p>
<p>O resultado mais interessante do estudo, na verdade, é mostrar quais tipos de alimentos usam mais energia para ser produzidos. E neste quesito, os produtos industrializados de “junk food” (batatas chips, donuts, refrigerantes e cervejas etc.) são os campões: consomem mais de 50% da energia usada pelo sistema de alimentação. Um terço é consumido pelos produtos de origem animal (carne, ovos, laticínio, por exemplo). Apenas um sexto de energia é consumida na produção de frutas, grãos e cereais.</p>
<p>Em outras palavras, justamente os alimentos que trazem menos benefícios para a saúde são os que consomem mais energia para ser produzidos. Ou, como diz Michael Bomford, em seu artigo:<em> “comer bem não necessariamente requer muita energia; comer mal, sim.</em>”</p>
<p>Neste sentido, a diferença, em termos de consumo de energia, entre comprar alimentos em supermercados ou diretamente de produtores locais (em feiras-livres, por exemplo), não é tanto pela proximidade entre produtos e consumidor. O diferencial, na visão de Michael Bomford, é que os mercados consomem necessariamente mais energia ao vender majoritariamente produtos processados e embalados, além de ter uma estrutura artificial de iluminação, de aquecimento e resfriamento, entre outros elementos altamente consumidores de energia.</p>
<p>As feiras e mercados de venda direta dos produtores, ao contrário, geralmente usam pouca eletricidade e vendem produtos “in natura”, com pouca industrialização envolvida. Ou seja, estão fora do esquema de processamento, embalagem e comercialização típica, que consomem muito mais energia do que o transporte em si.</p>
<p>Claro que nem tudo é tão simples. Alimentos fora de estação produzidos localmente a partir do uso de luz artificial ou estufas gastam mais energia do que alimentos dentro da estação importados de outros lugares.</p>
<div id="attachment_289" class="wp-caption alignright" style="width: 626px"><a href="http://gestaoorigami.com.br/renatoguimaraes/files/2011/03/Daily_Calories_per_Capita.jpg"><img class="size-full wp-image-289" title="Daily_Calories_per_Capita" src="http://gestaoorigami.com.br/renatoguimaraes/files/2011/03/Daily_Calories_per_Capita.jpg" alt="" width="616" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Entrada per capita de energia no sistema de alimentos dos Estados Unidos, por grupo de alimentos e fase de produção, excluindo energia para uso doméstico. Fonte: Michael Bomford, baseado nos dados do relatório Energy Use in the US Food System.</p></div>
<p>E os alimentos orgânicos? Do ponto de vista energético fazem ainda mais sentido, já que seus produtores, em geral, reduzem em um terço o uso de energia ao não utilizar nitrogênio sintético como fertilizante. Mas, como lembra Bomford, um refrigerante feito de componentes “orgânicos” continua sendo um refrigerante. Como todo produto altamente processado, “mais energia é usada para produzir a lata de alumínio do que para plantar e produzir xarope de milho, seja orgânico ou não”.</p>
<p>O autor termina seu texto com cinco recomendações para os consumidores:</p>
<ol>
<li>Preferir alimentos naturais em vez dos processados.</li>
<li>Usar refrigerador eficiente no uso de energia.</li>
<li>Trocar produtos de origem animal por proteínas provenientes de grãos e vegetais.</li>
<li>Beber água de torneira em vez de bebidas processadas.</li>
<li>Escolher alimentos produzidos em regiões melhor adaptadas para o cultivo, usando métodos que protejam o solo e que dependam primariamente da luz solar para energia e da água de chuva para hidratar.</li>
</ol>
<p>Ou seja, a vida não é fácil para o consumidor que queira amenizar o impacto no consumo de energia dos alimentos que consome. Para as indústrias, principalmente as que trabalham com alimentos processados, a vida é ainda mais difícil, já que a essência do negócio, no seu aspecto de produção e distribuição, é necessariamente consumidora de energia.</p>
<p>Em termos práticos, acho muito difícil para a maioria dos consumidores implementar as recomendações dadas, por diferentes razões de fundo cultural, econômico, social, de falta de estrutura etc. Por outro lado, olhando o lado cheio do copo, as grandes indústrias de alimentos e bebidas têm feito esforços sérios no sentido de racionalizar o uso de água e energia nos seus processos produtivos.</p>
<p>Neste contexto, acredito muito mais na força do controle social de consumidores e governos no sentido de pressionar as indústrias para expandir ainda mais seus investimentos de inovação e racionalização no uso de energia.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sustentanews.wordpress.com/497/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sustentanews.wordpress.com/497/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sustentanews.wordpress.com/497/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sustentanews.wordpress.com/497/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sustentanews.wordpress.com/497/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sustentanews.wordpress.com/497/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sustentanews.wordpress.com/497/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sustentanews.wordpress.com/497/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sustentanews.wordpress.com/497/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sustentanews.wordpress.com/497/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sustentanews.wordpress.com/497/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sustentanews.wordpress.com/497/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sustentanews.wordpress.com/497/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sustentanews.wordpress.com/497/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sustentanews.wordpress.com&amp;blog=9192622&amp;post=497&amp;subd=sustentanews&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Entendendo o TI Sustentável e como fazer um consumo consciente de produtos eletrônicos</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Mar 2011 05:33:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Guimaraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadão]]></category>
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		<description><![CDATA[A Itautec lançou o “Guia para o Gestor de TI Sustentável” e relançou o “Guia do Usuário Consciente de Produtos Eletrônicos”. O conteúdo e a edição de ambas publicações ficou a cargo da Gestão Origami. Os dois Guias nascem de um trabalho que a Itautec vem desenvolvendo há alguns anos de posicionamento da sustentabilidade como [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sustentanews.wordpress.com&amp;blog=9192622&amp;post=493&amp;subd=sustentanews&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gestaoorigami.com.br/renatoguimaraes/files/2011/03/Capa_Guia_Usuario.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-266" style="margin:4px;" title="Capa_Guia_Usuario" src="http://gestaoorigami.com.br/renatoguimaraes/files/2011/03/Capa_Guia_Usuario-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A <a href="http://www.itautec.com.br" target="_blank">Itautec</a> lançou o “Guia para o Gestor de TI Sustentável” e relançou o “Guia do Usuário Consciente de Produtos Eletrônicos”. O conteúdo e a edição de ambas publicações ficou a cargo da <a href="http://www.gestaoorigami.com.br" target="_blank">Gestão Origami</a>.</p>
<p>Os dois Guias nascem de um trabalho que a Itautec vem desenvolvendo há alguns anos de posicionamento da sustentabilidade como um ativo estratégico da empresa. Em 2009 a Gestão Origami desenvolveu um trabalho com a empresa para incorporar sua visão e os resultados de seus investimentos em sustentabilidade nos argumentos de venda de seus produtos.<span id="more-493"></span></p>
<p>A partir daí surgiu a idéia de desenvolver um material voltado diretamente para os consumidores finais com informações e dicas para um consumo mais consciente de produtos eletrônicos. A primeira edição do guia foi lançada em agosto de 2010 e teve uma acolhida muito boa, com mais de dois mil downloads no site da Itautec.</p>
<div id="attachment_264" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://gestaoorigami.com.br/renatoguimaraes/files/2011/03/cicloe_de_vida_notebook.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-264" title="cicloe_de_vida_notebook" src="http://gestaoorigami.com.br/renatoguimaraes/files/2011/03/cicloe_de_vida_notebook-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Ciclo de vida de un notebook (clique na imagem para ampliar)</p></div>
<p>O documento traz para o leitor o conceito de ciclo de vida do produto, com a idéia de ajudar a realizar uma escolha melhor na compra de um equipamento, no prolongamento do seu uso e no descarte ao final de sua vida útil.</p>
<p>O interessante desta abordagem é que muita gente não se dá conta de que o produto que tem em mãos tem uma história, que começa antes mesmo de ser produzido, desde que seus componentes são retirados da natureza. Passa, então, pelo processo de fabricação, distribuição, venda e chega até o momento em que é descartado. Para ilustrar bem este conceito há até uma representação gráfica do ciclo de vida de um notebook.</p>
<p>Além de apresentar para o leitor os estágios de compra, uso e descarte (pós-uso) consciente dos produtos eletrônicos, o “Guia do Usuário Consciente de Produtos Eletrônicos” traz uma lista de ações simples que cada um de nós pode realizar no nosso cotidiano para promover o consumo consciente. Também possui algumas sugestões de sites, nos quais é possível obter mais informações, e um glossário com alguns termos usados na publicação.</p>
<p><strong>As empresas e o TI Sustentável</strong><br />
<a href="http://gestaoorigami.com.br/renatoguimaraes/files/2011/03/Capa_Guia_Gestor.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-262" style="margin:4px;" title="Capa_Guia_Gestor" src="http://gestaoorigami.com.br/renatoguimaraes/files/2011/03/Capa_Guia_Gestor-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Em paralelo começamos a produzir para a Itautec o conteúdo do “Guia para o Gestor de TI Sustentável”. Esta publicação surgiu a partir da constatação de que existe ainda muito pouco material de referência acessível e de fácil leitura sobre o assunto. A proposta é prover informações e dados relevantes que ajudem o profissional que analisa e toma decisão de compra de equipamentos eletrônicos para empresas e governos a adquirir equipamentos sustentáveis.</p>
<p>Como diz João Carlos Redondo, gerente de sustentabilidade da Itautec, “esses profissionais podem contribuir de forma valiosa para uma postura mais sustentável em suas empresas ou organizações”.</p>
<p>Para ele o conceito de “TI Sustentável” tende a ganhar cada vez mais espaço, já que está diretamente relacionado ao desenvolvimento e implementação de estratégias e ações baseadas em aspectos importantes:</p>
<ul>
<li>econômico, garantindo um equilíbrio de custo-eficiência e vantagem competitiva;</li>
<li>ambiental, gerando menor impacto ambiental no uso da tecnologia, por exemplo adotando padrões de aquisição e uso dos equipamentos; e</li>
<li>social, para gerar e valorizar uma cultura de sustentabilidade junto aos stakeholders (partes interessadas).</li>
</ul>
<p>O guia explora justamente estes conceitos, com explicações sobre o que é sustentabilidade e os problemas causados pelos produtos do chamado “mercado-cinza”, no qual equipamentos eletrônicos são produzidos e comercializados sem observar os requisitos legais aplicáveis, com conseqüências negativas para o meio ambiente e a economia.</p>
<div id="attachment_267" class="wp-caption alignright" style="width: 294px"><a href="http://gestaoorigami.com.br/renatoguimaraes/files/2011/03/Citacao_Guia.jpg"><img class="size-full wp-image-267 " style="margin:4px;" title="Citacao_Guia" src="http://gestaoorigami.com.br/renatoguimaraes/files/2011/03/Citacao_Guia.jpg" alt="" width="284" height="318" /></a><p class="wp-caption-text">Uma das dicas que o gestor de TI pode iajudar a mplementar nas empresas ou organizaçoes onde trabalham. Também serve para cada um de nós.</p></div>
<p>Traz também dicas de como realizar o processo adequado de descarte dos aparelhos eletrônicos e o que fazer com eles quando já não têm uso, além de sugestões sobre o uso eficiente da energia para os profissionais de TI e seus desdobramentos para as empresas e organizações para as quais trabalham.</p>
<p>Para João Carlos Redondo, “o guia para gestores foi pensado e elaborado com foco nos profissionais de TI, mas sabemos que os usuários finais devem ser permanentemente conscientizados e mobilizados a fazer uso eficiente de seus equipamentos”.</p>
<p>Neste sentido, ambas publicações são complementares e estão alinhadas com os investimentos que a Itautec vem realizando em sustentabilidade e na conscientização dos consumidores sobre a importância de usar os produtos eletrônicos de forma consciente e sustentável.</p>
<p><strong>Impacto das decisões de compra</strong><br />
Para mim foi um prazer elaborar o texto dos dois guias, pela possibilidade que me abriu de me aprofundar neste campo fascinante do TI Sustentável. Particularmente sou um usuário entusiasta de produtos eletrônicos e considero fundamental que consumidores “pessoas-físicas”, como é o meu caso, e os corporativos tenham consciência de que suas decisões de compra têm o poder de levar as empresas a produzir e comercializar produtos cada vez melhores, do ponto de vista da sustentabilidade.</p>
<div id="attachment_269" class="wp-caption alignleft" style="width: 182px"><a href="http://gestaoorigami.com.br/renatoguimaraes/files/2011/03/TI_Sustentavel.jpg"><img class="size-full wp-image-269 " style="margin:4px;" title="TI_Sustentavel" src="http://gestaoorigami.com.br/renatoguimaraes/files/2011/03/TI_Sustentavel.jpg" alt="" width="172" height="173" /></a><p class="wp-caption-text">TI Sustentável = benefícios econômicos, sociais e ambientais</p></div>
<p>É bom termos consciência, também, de que a maneira como usamos estes produtos e como os descartamos, depois que perdem a utilidade, produz impactos positivos ou negativos. Ambos guias mostram como até mesmo gestos simples, como o de apagar os equipamentos quando não são usados, podem impactar enormemente meio ambiente, a sociedade e os nossos bolsos.</p>
<p>Outro ponto interessante foi o fato de que ambos guias contaram com um olhar do <a href="http://www.akatu.net" target="_blank">Instituto Akatu</a>, referência em consumo consciente. Eu fiz parte da equipe que desenvolveu e lançou o Akatu mais de 10 anos atrás e fico feliz em retomar a colaboração por meio desta iniciativa da Itautec.</p>
<p>Por último, mas não menos importante, a versão digital de ambas publicações possui uma licença de distribuição Creative Commons. Isso significa que elas podem – e devem – ser compartilhadas o máximo possível. As únicas restrições é que não podem ser usadas para fins comerciais, a fonte de origem deve ser citada e deve ser incluído um link para <a href="http://www.itautec.com/sustentabilidade">http://www.itautec.com/sustentabilidade</a>.</p>
<p>O “Guia para o Gestor de TI Sustentável” pode ser <a href="http://www.itautec.com.br/media/652021/af_guia_gestor_sustentabilidade.pdf" target="_blank">baixado aqui</a>. Já o download do “Guia do Usuário Consciente de Produtos Eletrônicos” está <a href="http://www.itautec.com.br/media/652018/af_guia_usuario_consciente__bx.pdf" target="_blank">disponível aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sustentanews.wordpress.com/493/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sustentanews.wordpress.com/493/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sustentanews.wordpress.com/493/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sustentanews.wordpress.com/493/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sustentanews.wordpress.com/493/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sustentanews.wordpress.com/493/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sustentanews.wordpress.com/493/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sustentanews.wordpress.com/493/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sustentanews.wordpress.com/493/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sustentanews.wordpress.com/493/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sustentanews.wordpress.com/493/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sustentanews.wordpress.com/493/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sustentanews.wordpress.com/493/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sustentanews.wordpress.com/493/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sustentanews.wordpress.com&amp;blog=9192622&amp;post=493&amp;subd=sustentanews&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Sustentabilidade: do balão de gás à crise de alimentos, mais tempo para a humanidade</title>
		<link>http://sustentanews.wordpress.com/2011/03/09/478/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Mar 2011 23:48:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Guimaraes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que tem a ver sustentabilidade com os inocentes balões que animam as festinhas infantis e encantam as crianças?  Antes que me falem do lixo que resulta do hábito de estourar os balões que sobram no fim da festa explico que a relação é ainda mais complexa. Principalmente quando falamos daqueles cheios de gás, cujos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sustentanews.wordpress.com&amp;blog=9192622&amp;post=478&amp;subd=sustentanews&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que tem a ver sustentabilidade com os inocentes balões que animam as festinhas infantis e encantam as crianças?  Antes que me falem do lixo que resulta do hábito de estourar os balões que sobram no fim da festa explico que a relação é ainda mais complexa. Principalmente quando falamos daqueles cheios de gás, cujos dias parecem estar contados. Pouca gente sabe, mas o gás Hélio, usado para garantir a “flutuabilidade” de balões a dirigíveis, está desaparecendo: as reservas mundiais vão acabar em 30 a 40 anos.<span id="more-478"></span></p>
<p>Apesar de ser um dos elementos mais abundantes do universo, a única forma de obter gás Hélio na Terra é pela exploração direta de suas moléculas incrustadas em rochas. A maior reserva está nos Estados Unidos, que desde 1996 mantém uma política de preço fixo cujo resultado principal é a sobre-exploração deste recurso e a falta de incentivo para o seu uso racional e para sua reciclagem. Cientistas dizem que se a lei de oferta e procura regulasse livremente este mercado, os balões a gás deveriam custar 100 dólares.</p>
<div id="attachment_483" class="wp-caption alignright" style="width: 193px"><a href="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/03/baloes.jpg"><img class="size-full wp-image-483" title="baloes" src="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/03/baloes.jpg?w=630" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Com o esgotamento do gás Hélio os inocentes balões poderiam custar US$ 100</p></div>
<p>O problema é que o Hélio não pode ser produzido em laboratório e os custos de separá-lo da atmosfera artificialmente são simplesmente proibitivos. Ele é um recurso não renovável e insubstituível. Levou o tempo de vida da Terra para formar o estoque atual de cinco partes por milhão na atmosfera, sendo que apenas parte disso foi capturada principalmente nas reservas de gás natural, de onde é retirado. Quando esta reserva acabar, simplesmente não haverá mais Hélio para uso humano. <a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=73027" target="_blank">Entenda melhor esta história aqui.</a></p>
<p>Não serão apenas as crianças que sofrerão por não ter mais seus balões de gás para brincar. Na verdade o Hélio é importantíssimo em diversas aplicações industriais, pesquisas científicas e em sistemas tecnológicos modernos. Está presente desde nos equipamentos de ressonância magnética, fibras óticas, produção de chips de computador, até na pressurização dos tanques de combustível dos ônibus espaciais da NASA.</p>
<p>E todo este importante recurso natural pode desaparecer em 30 ou 40 anos. Como isto é possível? Simples: é um recurso natural que acaba, que tem um fim caso não se encontre uma maneira de usá-lo racionalmente e reciclá-lo. E mesmo assim, ele acabará algum dia. 4,5 bilhões de anos para que todo o Hélio existente fosse gerado e ele será consumido pela humanidade em menos de 150 anos!</p>
<p><strong>Sustentabilidade: mais tempo para a humanidade</strong><br />
O mais interessante na história do Hélio é que ela ajuda a entender o que para mim está na essência da sustentabilidade. Sempre que falo sobre o tema evito começar com digressões complicadas sobre <em><a href="http://ambiente.hsw.uol.com.br/desenvolvimento-sustentavel2.htm" target="_blank">triple bottom line</a></em>, desenvolvimento sustentável etc. Vou direto ao que interessa: sustentabilidade tem a ver com tempo e com limites.</p>
<p>Para ser mais preciso, tem a ver com mais tempo para a humanidade continuar usufruindo das benesses de ser espécie dominante na Terra. Porque vamos ser honestos, o planeta mesmo não está em perigo e a vida segue – e seguirá – independente da espécie humana.</p>
<p>Basta pensar que a Terra já passou por vários momentos nos quais a vida foi praticamente extinta. Os cientistas acreditam que isso até acontece com relativa regularidade, sendo que os eventos de extinção mais radicais são chamados de “Big Five”. O mais severo deles ocorreu ao redor de 250 milhões de anos atrás, durante o período Permiano, e resultou na extinção de cerca de 95% da vida então existente. O mais conhecido é que exterminou os dinossauros, que por cerca de 160 milhões de anos foram os donos e senhores deste planeta.</p>
<blockquote><p><em>Seremos nove bilhões de humanos vivendo neste planeta até 2050. Haverá comida para alimentar a todos e todas?</em></p></blockquote>
<p>Portanto, a vida ser extinta e recriada é algo relativamente comum na história da Terra. A diferença, agora, é que existe uma espécie que tem plena consciência da sua própria existência, da vida e da morte, e que domina os recursos para interferir diretamente na dinâmica do planeta. Como consequência, tem a capacidade de produzir as condições de uma megaextinção a partir de suas próprias mãos, independente de qualquer inesperado e incontrolável fenômeno natural.</p>
<p>Tempo: seremos nove bilhões de humanos vivendo neste planeta até 2050. Haverá comida para alimentar a todos e todas? E sobre a água? E fontes de energia? E os minerais necessários para os processos industriais? Podemos conta com nossa capacidade tecnológica para administrar esta equação aparentemente insolúvel? E em 2100? E mais adiante?</p>
<p>Notem que estou falando em escalas temporais de 100, 200 anos – insignificantes frente ao tempo geológico apenas do planeta Terra. Lembremos que somente os dinossauros existiram por mais de 160 milhões de anos, enquanto o Homo Sapiens está por aí há apenas uns 150 mil anos; e dominando efetivamente as outras espécies por pouco mais de 20 mil anos.</p>
<p><strong>O futuro é agora</strong><br />
Curiosamente, apesar de sermos a única espécie a ter noção do tempo e de limites, e a filosofar sobre isso, ignoramos coletivamente suas implicações e seguimos adiante, consumindo nossos recursos como se fossem infinitos, como se não houvesse amanhã.</p>
<p>Foi um grande passo quando o conceito de “futuras gerações” surgiu entre os anos 70 e 80 do século passado. Finalmente começou-se a falar sobre o “amanhã” e que herança estávamos deixando para os humanos que viessem depois de nós.</p>
<p>Isto tem implicações profundas, mas não serviu para diminuir suficientemente o nível de saqueio dos recursos naturais que realizamos. Tanto que as consequências começam a ser sentidas agora mesmo. Ou seja, esqueçam as “futuras gerações”! Já temos que pensar nas consequências sobre o mundo agora mesmo. Taí o aquecimento global que não me deixa mentir.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 392px"><img src="http://si.wsj.net/public/resources/images/P1-AZ718A_OUTLO_NS_20110306232703.jpg" alt="" width="382" height="339" /><p class="wp-caption-text">O futuro dos alimentos: consumo maior de grãos supera capacidade de produção resultando em preços maiores. Fonte: The Wall Street Journal</p></div>
<p>A verdade é que este saqueio só tende a continuar. Basta pensar que para 2050 a população mundial estará ao redor dos nove bilhões. Ao mesmo tempo mais pessoas estarão consumindo mais de tudo, desde alimentos a automóveis, de viagens a roupas, de casas a lazer. Como dar conta deste desafio? Não dá para pensar nisso só em 2049.</p>
<p>Uma notícia publicada no último dia 7/3 no Wall Street Journal <a href="http://online.wsj.com/article/SB10001424052748703867704576182922704152088.html?KEYWORDS=Scott+Kilman" target="_blank">(veja aqui)</a> dá conta  do estado de urgência em que vivemos. O resumo é o seguinte: dados mostram que o mundo está consumindo mais grãos do que os produtores são capazes de produzir. Resultado: as reservas estão diminuindo rapidamente e os preços dos alimentos estão sendo forçados para cima. Para piorar, os técnicos e cientistas alertam que esta é uma situação que veio para ficar.</p>
<p>A reportagem mostra como já chegamos ao limite da produção mundial e que mesmo a perspectiva de melhores colheitas servirá apenas para manter os preços e reservas nos níveis atuais. Se houver alguma quebra de produção devido a eventos climáticos extremos, como um El Niño mais forte, a expectativa é a de um aumento brutal de preços, com todo o impacto econômico, político e social decorrente. Basta lembrar que um dos combustíveis da crise egípcia foi justamente um descontentamento generalizado com os níveis de preços dos alimentos.</p>
<p>E por que estamos chegando ao limite? Entre outras razões pelo aumento populacional e pelo crescente acesso de populações de países em desenvolvimento a melhores níveis de vida e de consumo. Como diz a reportagem: “A China já consome quase um quarto da safra americana de soja para engordar os porcos e as galinhas cada vez mais consumidos pela sua classe média. As usinas têxteis do país compram quase um terço das exportações americanas de algodão.”</p>
<p>Obviamente um ritmo de consumo crescente como este exerce uma pressão insustentável sobre os recursos naturais. Nem é preciso ser cientista para entender que algo precisa ser feito agora, e urgentemente.</p>
<p>É neste sentido que a sustentabilidade tem a ver com tempo – e com limites. Nosso tempo, como espécie, está correndo. O limite do planeta para suportar nossa presença e continuar provendo condições satisfatórias para a nossa existência está sendo esticado até o limite: um dia o elástico arrebenta.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sustentanews.wordpress.com/478/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sustentanews.wordpress.com/478/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sustentanews.wordpress.com/478/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sustentanews.wordpress.com/478/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sustentanews.wordpress.com/478/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sustentanews.wordpress.com/478/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sustentanews.wordpress.com/478/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sustentanews.wordpress.com/478/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sustentanews.wordpress.com/478/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sustentanews.wordpress.com/478/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sustentanews.wordpress.com/478/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sustentanews.wordpress.com/478/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sustentanews.wordpress.com/478/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sustentanews.wordpress.com/478/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sustentanews.wordpress.com&amp;blog=9192622&amp;post=478&amp;subd=sustentanews&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Imprensa e Carnaval: Samba de uma nota só</title>
		<link>http://sustentanews.wordpress.com/2011/03/05/imprensa-e-carnaval-samba-de-uma-nota-so/</link>
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		<pubDate>Sat, 05 Mar 2011 15:40:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Guimaraes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Confesso que nunca entendi muito bem os critérios de montagem das capas de jornais. Sempre imaginei que haveria alguma espécie de “conselho arcano de iniciados”, reunido em salas inacessíveis aos “não-iniciados”, e que estes privilegiados usariam de sua inteligência e visão superior para determinar que notícias e imagens comporiam a fachada de cada edição. Obviamente, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sustentanews.wordpress.com&amp;blog=9192622&amp;post=472&amp;subd=sustentanews&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso que nunca entendi muito bem os critérios de montagem das capas de jornais. Sempre imaginei que haveria alguma espécie de “conselho arcano de iniciados”, reunido em salas inacessíveis aos “não-iniciados”, e que estes privilegiados usariam de sua inteligência e visão superior para determinar que notícias e imagens comporiam a fachada de cada edição. Obviamente, é tudo muito mais simples e tem a ver com critérios editoriais mais ou menos objetivos e com a percepção sobre o que vai atrair mais a atenção do leitor. Mas a capa de hoje (05/03/2011) da Folha de São Paulo mostra que estes critérios podem ser melhor afinados.<span id="more-472"></span></p>
<p>Manchete e foto não se comunicam. A primeira fala da avalanche de multas aplicadas em São Paulo e a segunda é um close da ex-participante do Big Brother Brasil Cacau, destaque do desfile da Escola de Sampa paulista Unidos do Peruche. Mas o que chamou a atenção é justamente o uso desta imagem supercolorida, mas esteticamente feia, em um espaço tão nobre do jornal. A protocelebridade Cacau aparece inclusive com uma expressão facial que a desfavorece, com a imagem flagrando o momento em que seus músculos faciais faziam um rito de contração feio, como que trincando os dentes.</p>
<p>Isso obviamente não é o mais importante, mas sim o aspecto de pura “não-notícia” da imagem. É de se perguntar qual é a relevância estética ou noticiosa que determinou que esta imagem ocupasse espaço tão nobre na capa da Folha. Por outro lado, folheando o jornal o leitor mais atento se depara com a capa do sempre interessante caderno Folhinha, dedicado aos leitores infantis e pré-adolescentes.</p>
<p>A capa do caderno traz uma foto bonita do mangueirense Davi de Souza, de 10 anos, herdeiro da tradição familiar de sambistas. A matéria trata justamente de como esta tradição passa dos familiares mais velhos para os mais jovens, transmitindo de geração a geração o amor pelo samba de raiz.</p>
<p>Na minha opinião, tanto esta foto como a chamada para esta história interessantíssima deveriam estar no topo da capa do jornal. Como leitor, vejo muito mais relevância em uma matéria que me traz um ângulo inovador do carnaval do que os “business as usual” de destacar protocelebridades com pouquíssima ou nenhuma conexão com a tradição.<br />
Mas o pano de fundo é a necessidade de os jornais pararem de subestimar seus leitores e serem mais ousados, questionando seus próprios critérios de relevância editorial.</p>
<p>Vejam abaixo ambas capas e digam se concordam ou não comigo. No mais, feliz Carnaval!</p>
<p><a href="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/03/capa-folha.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-473" title="Capa Folha" src="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/03/capa-folha.jpg?w=630" alt=""   /></a>  <a href="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/03/folhinha.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-474" title="Folhinha" src="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/03/folhinha.jpg?w=630" alt=""   /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sustentanews.wordpress.com/472/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sustentanews.wordpress.com/472/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sustentanews.wordpress.com/472/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sustentanews.wordpress.com/472/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sustentanews.wordpress.com/472/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sustentanews.wordpress.com/472/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sustentanews.wordpress.com/472/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sustentanews.wordpress.com/472/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sustentanews.wordpress.com/472/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sustentanews.wordpress.com/472/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sustentanews.wordpress.com/472/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sustentanews.wordpress.com/472/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sustentanews.wordpress.com/472/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sustentanews.wordpress.com/472/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sustentanews.wordpress.com&amp;blog=9192622&amp;post=472&amp;subd=sustentanews&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Desafios da comunicação para a sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Mar 2011 02:42:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Guimaraes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Coca-Cola lançou a plataforma Viva Positivamente, que reúne conteúdos produzidos por blogueiros de diversas áreas com um foco comum na sustentabilidade. O site cobre as sete frentes de atuação em sustentabilidade da empresa no Brasil: Água, Embalagens Sustentáveis, Comunidade, Energia e Clima, Vida Saudável, Ambiente de Trabalho e Benefícios das Bebidas. O SustentaNews é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sustentanews.wordpress.com&amp;blog=9192622&amp;post=459&amp;subd=sustentanews&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/03/coerencia2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-464" title="coerencia" src="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/03/coerencia2.jpg?w=146&#038;h=150" alt="" width="146" height="150" /></a>A Coca-Cola lançou a plataforma <a href="http://vivapositivamente.cocacolabrasil.com.br/home.html" target="_blank">Viva Positivamente</a>, que reúne conteúdos produzidos por blogueiros de diversas áreas com um foco comum na sustentabilidade. O site cobre as sete frentes de atuação em sustentabilidade da empresa no Brasil: Água, Embalagens Sustentáveis, Comunidade, Energia e Clima, Vida Saudável, Ambiente de Trabalho e Benefícios das Bebidas.</p>
<p>O SustentaNews é um dos 21 blogs cujo conteúdo pode ser encontrado na Plataforma. <a href="http://vivapositivamente.cocacolabrasil.com.br/colaboradores.html" target="_blank">Conheça todos aqui.</a> Evidentemente isto não gera nenhum tipo de ganho financeiro e nem compromisso editorial de parte a parte. Por isso mesmo é uma iniciativa extremamente válida no sentido de dar aos interessados no tema uma fonte de referência de conteúdos voltados para a sustentabilidade.</p>
<p>Aliás, com este espírito de construção comum de conhecimentos e soluções aproveito neste post para fazer uma reflexão sobre os processos comunicacionais relacionados à sustentabilidade.<span id="more-459"></span></p>
<p>Hoje quando cheguei em casa havia um press kit da Coca-Cola contendo os seguintes itens:</p>
<ul>
<li>Uma bolsa feita de PET, dessas usadas para substituir as famigeradas sacolinhas de plástico.</li>
<li>Um conjunto de nove tags em papel reciclado com informações sobre os elementos da campanha.</li>
<li>Um folheto institucional bem bonito sobre os “6 pilares da sustentabilidade na visão global da Coca-Cola”.</li>
<li>Uma outra bolsinha feita de PET trazendo dentro um bonito caderninho de anotação em papel reciclado.</li>
<li>Um pendrive moderninho com a versão digital de todos estes matérias informativos.</li>
<li>Tudo isso acondicionado em uma caixa de papelão que impressiona pelo tamanho – a caixa em si trazendo do lado de fora um envelopão de plástico com as informações do destinatário, como é de praxe.</li>
</ul>
<p>Quando vi o kit montado basicamente para divulgar uma campanha institucional focada em conceitos de sustentabilidade fiquei de imediato incomodado. Confesso que me incomoda muito o uso de recursos – técnicos, financeiros, naturais – para produzir materiais que em 99% dos casos são basicamente inúteis e vão quase que diretamente para o lixo.</p>
<p>Este é ainda um dos grandes desafios das empresas e organizações que desejam comunicar seriamente seus esforços de sustentabilidade: como incorporar o conceito de tal forma a mudar até mesmo os métodos e a forma de comunicá-lo. sem dúvida é preciso encontrar formas inovadoras de informar e engajar os interlocutores, mas tão importante quanto é que a comunicação mesma seja feita de forma sustentável.</p>
<p><strong>Discurso e prática</strong><br />
Parece óbvio, mas ainda fico impressionante como é difícil para as empresas mudar seus paradigmas de comunicação. Por exemplo, quando o processo de fusão das marcas <a href="http://www.itau.com.br" target="_blank">Itaú</a> e Unibanco chegou até a agência onde tenho conta, recebi uma correspondência com uma bela e sofisticada folheteria para me dar as boas vindas e&#8230; nada mais. Basicamente era isso.</p>
<p>Como sou um cliente Uniclass, imagino que a intenção era enviar uma correspondência que traduzisse o espírito de “exclusividade” deste tipo de correntista. Comigo, pelo menos, isto não funcionou: não parei de pensar – e penso nisso até hoje – em quantas árvores tiveram de ser mortas, quanta química foi usada para produzir a tinta da impressão, quanta energia e água foi necessária para imprimir e distribuir aquele material, quanta massa cinzenta foi queimada para pensar e desenhar aquela correspondência pomposa.</p>
<p>Tudo para produzir um material cuja utilidade acabou no exato instante em que terminei de lê-lo. Conclusão: tudo foi para o lixo (reciclável, mas lixo). Tenho certeza que o mesmo destino teve a mesma correspondência enviada para os outros milhares de correntistas do Unibanco que estavam sendo migrados para o Itaú. Multiplique tudo o que mencionei por este número para ver a quantidade de recursos financeiros e naturais usados para&#8230; NADA!!!</p>
<blockquote><p><em>Antes de se decidir sobre o material de comunicação, é preciso pensar se ele é coerente com a mensagem que está sendo passada.</em></p></blockquote>
<p>É nisso que as empresas em geral, e especialmente as que desenvolvem políticas e práticas de sustentabilidade, têm de começar a pensar – e agir – urgentemente: especialmente no que se refere aos aspectos de comunicação, seja com seus públicos internos ou externos, não é possível mais dissociar a mensagem do canal usado. A coerência tem de ser total, sob risco de gerar ruídos que não apenas atentam contra as intenções comunicacionais, mas que podem, no limite, afetar até mesmo a reputação da empresa.</p>
<p>Antes de se decidir sobre o material de comunicação, é preciso pensar se ele é coerente com a mensagem que está sendo passada. No caso do press kit da Coca-Cola tenho certeza de que o efeito desejado – de comunicar a nova campanha institucional – teria sido igualmente alcançado se tivesse sido enviado apenas o pendrive, com todos os arquivos em formato digital e quando muito o release impresso – com as informações em uma página, frente e verso.</p>
<p>Todo o resto, bolsas de PET e caderneta de anotações, era perfeitamente dispensável. Vamos ser realistas: eu mesmo coleciono mais de 20 destas bolsas, que agora são distribuídas em qualquer evento ou coletiva de imprensa dedicada à sustentabilidade. A caderneta de anotação é bonita, mas cada vez menos útil nos tempos atuais. O destino mais provável é empoeirar em alguma gaveta. Os folhetos institucionais, então, certamente vão desaparecer em algum escaninho ou ir direto para o lixo. Melhor ficarem em PDF no pendrive.</p>
<p>E os eventos na área de sustentabilidade? Desde coletivas de imprensa aos muitos fóruns e seminários dedicados ao tema, além de eventos culturais. Vi poucos que tenham se preocupado seriamente em calcular e zerar suas pegadas de carbono, em diminuir ao mínimo necessário a distribuição de materiais impressos, em reciclar os resíduos gerados, em oferecer alimentação e bebidas orgânicas ou com impacto positivo para a natureza ou saúde e por aí vai. Fica mais caro? Talvez, mas esse é o “preço” a se pagar pela coerência e pela “mudança de paradigmas”, para usar um clichê corrente.</p>
<p>Com a emergência e o fortalecimento das redes sociais é inegável que o controle social direto dos consumidores sobre as políticas e práticas das empresas está mais poderoso do que nunca &#8211; e a coerência é grandemente valorizada. O seu oposto, como se pode imaginar, dificilmente passa desapercebido.</p>
<p>Do meu banco, por exemplo, quero, entre outras coisas, bom atendimento e o mínimo de árvores mortas para produzir comunicações inúteis – e que no final são cobradas de mim, por meio das tarifas e outros custos de manutenção da conta.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sustentanews.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sustentanews.wordpress.com/459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sustentanews.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sustentanews.wordpress.com/459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sustentanews.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sustentanews.wordpress.com/459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sustentanews.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sustentanews.wordpress.com/459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sustentanews.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sustentanews.wordpress.com/459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sustentanews.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sustentanews.wordpress.com/459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sustentanews.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sustentanews.wordpress.com/459/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sustentanews.wordpress.com&amp;blog=9192622&amp;post=459&amp;subd=sustentanews&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Terceiro Setor e possibilidades de carreira internacional</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Feb 2011 14:48:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Guimaraes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Terceiro Setor]]></category>

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		<description><![CDATA[Há pouco participei de um bate-papo com executivos em “transição de carreira” sobre possibilidades de carreira no terceiro setor. A ideia era compartilhar um pouco da minha experiência de quase 20 anos trabalhando na área. Foi uma conversa interessante e instigante que serviu para mostrar que ainda existe muito desconhecimento sobre as possibilidades de crescimento [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sustentanews.wordpress.com&amp;blog=9192622&amp;post=437&amp;subd=sustentanews&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há pouco participei de um bate-papo com executivos em “transição de carreira” sobre possibilidades de carreira no terceiro setor. A ideia era compartilhar um pouco da minha experiência de quase 20 anos trabalhando na área. Foi uma conversa interessante e instigante que serviu para mostrar que ainda existe muito desconhecimento sobre as possibilidades de crescimento profissional no setor não lucrativo.<span id="more-437"></span></p>
<p>Apenas para esclarecer a nomenclatura, “terceiro setor” é um conceito que surgiu no começo dos anos 90 do século passado, nos Estados Unidos, para designar o amálgama de organizações privadas que prestam serviços de interesse público (ONGs, fundações, institutos etc.), em contraposição ao “primeiro setor” (Estado) e ao “segundo setor” (Mercado).</p>
<p>Minha impressão, em geral, é que muitos profissionais com experiência de mercado migram para o terceiro setor idealizando que finalmente poderão fazer o bem de forma direta por meio de seus conhecimentos profissionais. Levam também o medo (muito real) de se deparar com baixos salários e outras formas de precariedade trabalhista.</p>
<p>O idealismo muitas vezes se esvai rapidamente, quando o profissional se dá conta de que uma ONG ou entidade filantrópica tem todos os problemas que qualquer organização criada e composta por seres humanos. Apesar dos objetivos nobres, não deixam de existir disputas de egos, incompetência ou problemas com o uso de recursos. Tudo isso exponenciado pelo desafio constante de equilibrar o fluxo de caixa, geralmente por meio de doações, o que causa constante estresse sobre a equipe, insegura quanto à existência de recursos para pagar salários e outros benefícios.</p>
<blockquote><p><em>A emergência da sociedade civil organizada por meio de ONGs, fundações e outras entidades sem fins de lucro é um dos eventos mais notáveis e revolucionários que aconteceram na segunda metade do século passado.</em></p></blockquote>
<p>Não sem razão, campeia no terceiro setor brasileiro “soluções criativas” como a contratação “PJs”, ou “pessoas jurídicas”, profissionais que abrem suas empresas para prestar serviço. Apesar de ser uma opção legítima, muitas vezes esta solução acaba servindo para ajudar as organizações a escapar da carga trabalhista embutida na contratação via CLT. Isto apenas faz aumentar a precariedade das relações de trabalho no setor e afeta até mesmo ONGs que defendem o fortalecimento dos direitos individuais em diversos campos.</p>
<p>Com isso, não quero pintar um quadro negativo do setor no qual trabalhei e militei por tantos anos. Evidentemente a emergência da sociedade civil organizada por meio de ONGs, fundações e outras entidades sem fins de lucro é um dos eventos mais notáveis e revolucionários que aconteceram na segunda metade do século passado.</p>
<p>Mas algo que posso afirmar com toda a certeza é de que não devemos idealizar nem vilipendiar, por princípio, nenhum dos três setores (Estado, Mercado e Sociedade Civil). Se há uma coisa que a sustentabilidade traz na sua essência é a constatação de que as soluções duradouras para os complexos desafios da humanidade implicam necessariamente uma ação equilibrada destes três pilares.</p>
<p>Esta foi mais ou menos a introdução da minha conversa. Mas para não desanimar os executivos presentes, deixei claro que acredito que o Terceiro Setor é cada vez mais uma opção atraente para profisisonais sérios e dedicados.  O setor, como um todo, vem evoluindo bastante nas suas práticas e precisa muito de profissionais qualificados e bem intencionados.</p>
<p>Não há dúvida de que existe, sim, espaço para soluções criativas que tragam a experiência do mercado para ajudar a aumentar o impacto da ação destas organizações.</p>
<p><strong>Carreira internacional</strong><br />
Chamei a atenção especialmente para o fato de que existe, também, todo um mercado para profissionais qualificados interessados em fazer carreira no exterior. É um dado que muitas vezes não entra no radar dos executivos, tanto aqueles em início de carreira, como os que estão em “frase de transição”.</p>
<p>Podemos dividir este mercado, grosseiramente, em três grandes áreas: as chamadas INGOs (international NGOs – ONGs internacionais), o sistema ONU e agências congêneres (BID, agências governamentais de promoção do desenvolvimento) e as Fundações privadas internacionais.</p>
<div id="attachment_440" class="wp-caption alignright" style="width: 254px"><a href="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/02/logos.jpg"><img class="size-full wp-image-440" title="Logos" src="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/02/logos.jpg?w=630" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Mercado internacional para profissionais interessados em carreiras no Terceiro Setor</p></div>
<p>Eu me concentrei nas INGOs, que formam uma comunidade de organizações não governamentais cujas principais características, além da atuação internacional, são a enorme capacidade de arrecadação e mobilização de recursos financeiros e técnicos em diversos países. Isto sem contar uma grande influência na mídia e o desenvolvimento de campanhas públicas e de ações de influência sobre tomadores de decisão tanto nos governos de seus países de origem como naqueles onde atuam (também conhecido pelo termo inglês “advocacy”)</p>
<p>Entre as INGOs mais conhecidas pelo público brasileiro estão a <a href="http://www.oxfam.org.uk" target="_blank">Oxfam</a>, <a href="http://www.greenpeace.org" target="_blank">Greenpeace</a>, <a href="http://www.care.org/" target="_blank">Care</a>, <a href="http://www.worldvision.org/" target="_blank">Visão Mundial</a>, <a href="http://www.msf.org/" target="_blank">Médicos Sem Fronteiras</a>, <a href="http://plan-international.org/" target="_blank">PLAN</a>, <a href="http://www.amnesty.org/" target="_blank">Anistia Internacional</a>, <a href="http://www.wwf.org/" target="_blank">WWF</a>, entre outras. Em comum o fato de manejarem orçamentos anuais impensáveis para qualquer ONG brasileira, ter funcionários e voluntários atuando em diversos países do mundo ao mesmo tempo e, em geral, aplicarem sistemas de gestão muito parecidos com os do mundo empresarial.</p>
<p>Por exemplo, a Oxfam GB, onde trabalhei por sete anos gerenciando a área de comunicação para a América do Sul, teve em 2010 um orçamento líquido para investimento nas suas ações de luta contra a pobreza e trabalho humanitário na ordem de R$ 650 milhões. Além de usados em projetos próprios, estes recursos foram destinados a apoiar o trabalho de mais de mil organizações locais em 65 países.</p>
<p>Tudo isto tocado por cerca de 4.600 funcionários, 2.600 deles atuando nos diversos escritórios e operações da Oxfam ao redor do mundo. A entidade tem critérios de seleção muito semelhantes aos aplicados pelo mercado e valoriza profissionais bem capacitados, com domínio de idiomas, facilidade de trabalho em ambientes multiculturais e disponibilidade para trabalhar em outros países.</p>
<p>Profissionais dos campos da gestão de projetos e programas sociais, das áreas administrativa e financeira, recursos humanos, logística, comunicação e marketing, engenharia sanitária, por exemplo, são muito buscados.</p>
<p>Em termos salariais e outros benefícios, a Oxfam, como outras organizações do mesmo porte, procura se aproximar do que paga o mercado e em alguns países até mesmo o supera. Com toda certeza, as INGOs pagam melhor e tem mais benefícios do que grande parte das ONGs locais. Este tipo de relação profissional no processo de contratação pode ser encontrado no Greenpeace, outra INGO onde trabalhei por quase três anos.</p>
<p>A cobrança por resultados neste tipo de organização é também proporcionalmente maior. Em geral as INGOs contam com sistemas de estabelecimento de objetivos de trabalho e de avaliação equivalentes ao das empresas privadas, com os mesmos vícios e efeitos positivos.</p>
<p>Em todo caso, é um mercado de trabalho que deveria estar no radar dos profissionais interessados em dar um rumo diferente para uma carreira internacional. Vale a pena dar uma olhada constante nos áreas de “Jobs” ou “Employment” dos websites destas organizações (o da <a href="http://www.oxfam.org.uk" target="_blank">Oxfam GB</a> pode ser <a href="http://www.oxfam.org.uk/get_involved/work_with_us/" target="_blank">visitado aqui</a>).</p>
<p>O sistema ONU (que inclui as agências como<a href="http://www.unicef.org" target="_blank"> Unicef</a>, <a href="http://www.unesco.org" target="_blank">Unesco</a>, <a href="http://www.fao.org" target="_blank">FAO</a> etc.), as agências governamentais de desenvolvimento, como a alemã <a href="http://www.giz.de/en/home.html" target="_blank">GIZ (ex-GTZ)</a>, e as Fundações privadas internacionais (como a <a href="http://www.fordfoundation.org/" target="_blank">Ford</a>, <a href="http://www.fordfoundation.org/" target="_blank">Rockefeller</a>, <a href="http://www.macfound.org" target="_blank">MacArthur</a> etc.) são outras áreas de trabalho muito interessantes para os profissionais e executivos que buscam uma carreira internacional diferenciada.</p>
<p>O problema é que são poucas as vagas disponíveis, no caso das fundações, ou o acesso a elas algumas vezes passa por um jogo político pesado, como no caso da ONU. Em todo caso, acho que vale a pena dar uma olhada de vez em quando no portal de carreiras nas Nacoes Unidas (<a href="http://careers.un.org/lbw/Home.aspx" target="_blank">aqui</a>). </p>
<p>O domínio do inglês é básico para os profissionais interessados em seguir carreira internacional em INGOs ou ONU. O “plus a mais” vem com o domínio de uma terceira língua, como o espanhol ou o francês. Formação e pós-graduação (MBA e/ou mestrado/doutorado) na sua área de atuação em universidade de primeira linha é indispensável para fazer a diferença na reta final de qualquer processo de seleção. Muitas vezes isto é até superado pelo candidato que demonstra muita experiência prática no seu campo de trabalho.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:left;"><em>Existe espaço para que mais profissionais brasileiros busquem este tipo de formação profissional e desenvolvimento de carreira internacional.</em></p>
</blockquote>
<p>Há alguns programas de estudo que são referências para quem deseja seguir carreira internacional na ONU ou INGOs. Eu sugiro o Global Master of Arts Program da <a href="http://fletcher.tufts.edu/" target="_blank">Fletcher School of International Affairs</a>, ligado à prestigiosa Tufts University, fundada em 1852. O interessante deste programa é o fato de ser desenvolvido online e englobar três períodos de duas semanas de residência. Mais informações em <a href="http://fletcher.tufts.edu/gmap/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Outra opção interessante é a oferecida pelo Center on Philanthropy and Civil Society, ligado à City University of New York. Eles têm um programa internacional de “Senior Fellows”, que leva profissionais altamente qualificados de países emergentes para a sede do Centro para passar um período de imersão e estudos sobre o tema de filantropia e fundações comunitárias. Eu participei do programa em 1995 e posso garantir que e uma oportunidade única de aprofundar conhecimentos e construir relações que duram para toda a vida. Mais informações <a href="http://www.philanthropy.org/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Existe espaço para que mais profissionais brasileiros busquem este tipo de formação profissional e desenvolvimento de carreira internacional. Sem dúvida, a experiência que podem depois trazer para o Brasil é inestimável e está sendo cada vez mais reconhecida até mesmo pelo mercado.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sustentanews.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sustentanews.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sustentanews.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sustentanews.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sustentanews.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sustentanews.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sustentanews.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sustentanews.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sustentanews.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sustentanews.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sustentanews.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sustentanews.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sustentanews.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sustentanews.wordpress.com/437/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sustentanews.wordpress.com&amp;blog=9192622&amp;post=437&amp;subd=sustentanews&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Conectividade e transformação: de Belterra, no Pará, estudante de 16 anos dá aula de cidadania</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Jan 2011 01:11:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Guimaraes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Gabriel Faria, estudante de 16 anos, é uma jovem liderança na cidade de Belterra, a cerca de 850 Km de Belém (PA). Ele e outros jovens usam a internet e redes sociais para informar e mobilizar a comunidade em ações de meio ambiente, educação e cidadania. O SustentaNews aproveitou a presença de Gabriel em São [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sustentanews.wordpress.com&amp;blog=9192622&amp;post=394&amp;subd=sustentanews&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>Gabriel Faria, estudante de 16 anos, é uma jovem liderança na cidade de Belterra, a cerca de 850 Km de Belém (PA). Ele e outros jovens usam a internet e redes sociais para informar e mobilizar a comunidade em ações de meio ambiente, educação e cidadania. O SustentaNews aproveitou a presença de Gabriel em São Paulo para conhecer um pouco mais sobre ele e sua experiência. <a href="http://sustentanews.wordpress.com/2011/01/22/conectividade-e-transformacao-de-belterra-no-para-estudante-de-16-anos-da-aula-de-cidadania/#more-394">Veja a entrevista a seguir</a>.</em></p></blockquote>
<p><span id="more-394"></span>“Bela Terra”. Esta foi a impressão que teve a trupe de estrangeiros que chegou no começo da anos 30 do século passado até aquele ponto da floresta amazônica, uma planície na beira do belíssimo rio Tapajós, a cerca de 50 quilômetros de Santarém, no Pará. Eles estavam procurando o melhor lugar para concretizar o delírio megalomaníaco de Henry Ford, que desejava controlar o ciclo de produção da borracha desenvolvendo a maior plantação privada de seringueiras do mundo. O empresário não mediu esforços e em poucos anos construiu no meio da floresta um povoado com toda a estrutura e arquitetura típicas de uma cidade americana.</p>
<div id="attachment_397" class="wp-caption alignright" style="width: 198px"><a href="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/01/gabriel_faria_campus_party_2.jpg"><img class="size-medium wp-image-397" title="Gabriel_Faria_Campus_Party_2" src="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/01/gabriel_faria_campus_party_2.jpg?w=188&#038;h=300" alt="" width="188" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Faria, logo depois da sua fala na Campus Party 2011.</p></div>
<p>O projeto não deu certo, mas dele surgiu <a href="http://www.pmbelterra.com.br" target="_blank">“Belterra”</a>, emancipada somente em 1997 e que atualmente conta com cerca de 16 mil habitantes. Entre eles Gabriel Coelho Farias, um adolescente de 16 anos, típico representante da “pós-Geração Y”: cheio de ideias e atitudes, com consciência social e ambiental, sentido de liderança, domínio das tecnologias e da cultura digital e usando a internet e as redes sociais para mostrar ao mundo a realidade em que vive, ensinando e aprendendo.</p>
<p>Apesar da pouca idade, Gabriel é um adolescente viajado. E sua mais recente aventura foi ter encarado mais de oito horas de viagem por terra e avião de Belterra para Santarém, dali para Belém e finalmente a São Paulo para participar do Campus Party. Ele participou da mesa “Tecnologia e Cultura: Produção, difusão e acesso”, a convite da <a href="http://www.fundacaotelefonica.org.br/" target="_blank">Fundação Telefonica</a>, junto com André Mintz, artista vencedor do <a href="http://blog.premiosergiomotta.org.br/category/conexoes-tecnologicas/" target="_blank">Prêmio Conexões Tecnológicas</a> 2008, voltado à estudantes que trabalham com arte e tecnologia, Kollontai Diniz, designer gráfica na <a href="http://www.brasiliana.usp.br/" target="_blank">Brasiliana USP </a>e Henry Grazinoli, cineasta, educador e editor do <a href="http://www.telabr.com.br/" target="_blank">Portal Tela Brasil</a>.</p>
<p><strong>Como é Belterra. Como é a vida lá?</strong><br />
<em>Belterra é uma cidade pequena. Pequena no tamanho da população, mas quanto à extensão é enorme, abrange muitas comunidades ribeirinhas, planaltos. Belterra é incrível, mas o mais incrível é quando você vai perguntando quem é da família Coelho. Perguntam pelo “Gabriel Coelho” e dá tudo na mesma família. Somos uma comunidade quase inteira porque minha avó nasceu lá, entende? </em></p>
<p><em>Belterra é uma cidade pouco desenvolvida porque não tem teatro, não tem cinema, não tem assim um espaço de lazer. E isso prejudica muito o turismo porque só tem as praias e ninguém vai para a praia de noite, por exemplo. Fica aquela coisa chata, não tem para aonde a gente sair, não tem cinema pra gente se divertir.</em></p>
<p><strong>Geralmente o que você e seus amigos, o pessoal mais jovem, fazem para se divertir?</strong><br />
<em>A opção que tem é você se juntar com seus colegas, arranjar um modem bem bacana, que pegue bem o sinal de internet, e fazer essa rodada: vamos tuitando, colocando as coisas na rede. É um ponto de diversão.</em><br />
<em>Outras vezes o pessoal vai para a praça, que também é pequena, esse tipo de coisa. E no domingo é dia de ir para as praias, não tem outra.</em></p>
<p><strong>Então, quando apareceu a internet em Belterra foi para vocês bem importante?</strong><br />
<em>Foi um resgate do tédio. Foi incrível.</em></p>
<blockquote><p><em>&#8220;Depois que chegou a tecnologia móvel todo o processo evoluiu e a gente passou a ter mais contato com o mundo.&#8221;</em></p></blockquote>
<p><strong>E como foi quando a internet chegou?</strong><br />
<em>A internet chegou há uns três anos. E o 3G, com mais velocidade, chegou há poucoas mais de um ano. A primeira internet não era tão boa porque era lenta, era via satélite. Depois que chegou a tecnologia móvel todo o processo evoluiu e a gente passou a ter mais contato com o mundo. E todos os meus amigos têm acesso a internet.</em><br />
<strong><br />
Você tem 16 anos, vem de uma cidade pequena, mas dá para ver que tem uma facilidade de lidar com novas situações, de falar em público. É da sua personalidade ou acha que a internet ajudou a ficar mais ligado no mundo?<br />
 </strong><em>A internet ajudou também porque eu era muito tímido. Depois que a internet chegou fui tendo mais contato com o mundo e aí, sim, fui evoluir nesse processo pessoal.</em></p>
<p><strong>Essa possibilidade que você tem de ter contato com o mundo, que a internet está te dando, te ajuda a ficar mais seguro?</strong><br />
<em>Isso. E também percebo isso nos meus amigos.</em></p>
<div id="attachment_400" class="wp-caption alignright" style="width: 229px"><a href="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/01/gabriel_faria_campus_party_1.jpg"><img class="size-medium wp-image-400 " title="Gabriel_Faria_Campus_Party_1" src="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/01/gabriel_faria_campus_party_1.jpg?w=219&#038;h=300" alt="" width="219" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Faria chegando na Campus Party. Foto: Renato Guimaraes</p></div>
<p><strong>Em que projetos você está envolvido em Belterra?</strong><br />
<em>Um dos projetos é o vídeo participativo. A gente trabalha com os jovens com oficinas de diversos tipos, para alimentar, por exemplo o blog de Belterra (<a href="http://belterra.redemocoronga.org.br/">http://belterra.redemocoronga.org.br/</a>). Ou seja, cada jovem cria o seu trabalho, faz uma pesquisa, traz uma foto, faz um vídeo contando uma historia que a gente não sabe e usa para alimentar o blog. Esse é um dos nossos projetos.</em></p>
<p><em>Tem também o projeto de meio ambiente, que é escolar, feito na rede pública, e que hoje está envolvendo para lá de 300 alunos.</em></p>
<p><strong>Como é este projeto?</strong><br />
<em>No projeto Bela Água fazemos panfletagem, indo de casa em casa falar com os moradores sobre o uso consciente da água.</em></p>
<p><strong>Por que isso é tão importante?</strong><br />
<em>Porque na nossa cidade somos abastecidos por um igarapé de água cristalina e totalmente natural que vem do fundo da terra. Nós prestamos atenção que estava ocorrendo uma série de erros. Por exemplo, a derrubada da mata ciliar etc. Resolvemos criar este projeto para evitar isso.</em></p>
<p><strong>Como fazem?</strong><br />
<em>O dia-a-dia do projeto é o seguinte: a gente pega uma turma de alunos, por exemplo, e palestra, ensina aquela turma. No outro dia a gente faz isso com outra turma, até terminar todas as turmas. Depois que terminamos esse trabalho com todas as turmas  juntamos todo mundo para fazer o trabalho na rua com as pessoas. Vamos de casa em casa falando, panfletando.</em></p>
<p><strong>E como as pessoas costumam reagir?</strong><br />
<em>Tem algumas pessoas que recebem mal porque falamos muito sobre a taxa de água, que poucas pessoas pagam. Muita gente reage mal quando falamos disso. Elas não pagam porque nosso sistema de abastecimento é muito antigo, nunca foi cobrado. A prefeitura nunca cobrou e nem cobra e por isso as pessoas não se importam com a infraestrutura do sistema de abastecimento.</em></p>
<blockquote>
<div><em>&#8220;Como falei eu era muito tímido, mas quando comecei esse “namoro” com o telecentro mudou muita coisa na minha vida.&#8221; </em></div>
</blockquote>
<div><strong>Tem outro projeto no qual se trabalha mais com a questão da informática, internet. Fala mais sobre isso&#8230;</strong></div>
<div><em>É no Telecentro, onde a gente trabalha com horários livres e com aulas de informática, nas quais a gente ensina desde a criação da informática até a internet, a evolução do mundo. As pessoas também têm acesso livre a qualquer rede social que quiser.</em></div>
<p><em>Como falei eu era muito tímido, mas quando comecei esse “namoro” com o telecentro mudou muita coisa na minha vida. </em></p>
<p><em>Outra pessoa que também foi muito importante na minha vida foi a coordenadora do Telecentro na época, a dona Antonia Oliveira. Ela sempre teve essa coisa de brincar com a gente, de chamar a atenção, conversar, dialogar. Aí eu fui desenvolvendo isso e hoje estou aqui.</em></p>
<p><strong>E como é a participação das pessoas?</strong><br />
<em>Todo mundo apoia o Telecentro e quer que ele permaneça porque todos participam.</em></p>
<p><strong>Você comentou que a primeira Lan House que abriu em Belterra faliu em poucas semanas. Por que não deu certo?</strong><br />
<em>Porque na época não havia nenhum curso, vamos dizer assim. As pessoas eram aéreas quanto ao assunto, não tinham um bom uso da máquina, não sabiam utilizar o computador. Ou seja, o dono botou esta lan house mas foi à falência porque as pessoas não sabiam usar. </em></p>
<p><em>Depois que veio o telecentro já foram abertos seis novos cybercafés e lan houses em Belterra. E todas vivem cheias.</em></p>
<p><strong>No tempo livre o que o pessoal usa mais na internet?</strong><br />
<em>Usam mais o Orkut e o Twitter. Vamos dizer que já virou mania.</em></p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 330px"><img src="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/01/atgaaac9wsd3xrw6-3lamjhpzprqoaokdfqq2gjh2aeaqnjwre0s8uunknzknsrb3ybhwdif1nk_9nxlvqsyy0ffbih9ajtu9vdtbxs__r5calnu-yzajjcrplbmbq.jpg?w=320&#038;h=240" alt="" width="320" height="240" /><p class="wp-caption-text">Casa em Belterra construída para receber Henry Ford. Ele nunca chegou a usá-la, já que desistiu da viagem devido à morte do filho.</p></div>
<p><strong>Como você vê a importância do Twitter? O que você e seus amigos tuitam geralmente?</strong><br />
<em>Assuntos gerais. Tem gente que só digita coisas da vida, do dia-a-dia, mas tem gente que resolve colocar conhecimentos, um pouco da sua cultura.</em></p>
<p><strong>Fale sobre a Rede Mocoronga.</strong><br />
<em>A Rede Mocoronga é formada por 41 comunidades. Cada uma tem um login a partir do qual entra na rede e ali ela pode colocar vídeos, desenvolver um trabalho na sua comunidade e postar na Rede Mocoronga. Com isso o trabalho vai para qualquer pessoa do mundo que quiser acessar.</em></p>
<p><em>É só ir no <a href="http://www.redemocoronga.org.br/">www.redemocoronga.org.br</a> que lá existe uma série de trabalhos, como o “MocorOscar”, um prêmio para os melhores vídeos produzidos em 2010. O melhor ganha o MocorOscar, uma espécie de Oscar em plena Amazônia. Os vídeos abordam várias coisas e só ganham quem tem mais criatividade, originalidade, quem com as mais simples ferramentas consegue fazer o trabalho mais complexo. Geralmente os vídeos abordam a realidade das comunidades ribeirinhas.</em></p>
<p><em>Tem outro concurso, o “Minha Comunidade”. Qualquer pessoa pode participar desde que seja feito um vídeo usando câmera de celular. Só pode ser de celular. Faz um vídeo mostrando o dia-a-dia da comunidade, o que aquela pessoa faz, quais são seus costumes. Pode contar uma lenda local, alguma coisa daquela comunidade. O melhor e mais criativo vídeo ganha uma premiação que por enquanto é surpresa, não foi divulgada no site. O concurso ainda está aberto.</em></p>
<p><strong>De Belterra você já viajou para outros lugares para participar de eventos. Foi para o Rio e agora está em São Paulo para a Campus Party. Como é isso para você? </strong><br />
<em>É um orgulho para minha própria pessoa. Porque a gente conhece outros lugares pelo nosso próprio esforço. É uma coisa incrível porque você conhece várias pessoas, ganha novas experiências, troca informações, que é o mais importante. Assim você coloca novos conceitos, ganha mais habilidade, entre outras.</em></p>
<blockquote><p><em>&#8220;Quando um aluno expõe uma opinião isso significa que ele está aprendendo, que ele está formando um caráter&#8230; Isso é uma coisa muito bonita.&#8221;</em></p></blockquote>
<p><strong>E quando você volta para Belterra compartilha com os amigos?</strong><br />
<em>Sim, com certeza. A gente compartilha e vê o que poderia ser bacana de implantar na nossa própria comunidade. Às vezes a gente implanta coisas que foram vistas em outras viagens.</em></p>
<p><strong>E como você vê os professores com esse tema da cultura digital?</strong><br />
<em>Antigamente, logo que surgiu a internet lá em Belterra, os professores ficavam aéreos, eles não se interessavam por internet e não sabiam o que falar para os alunos. Era só aquilo que vinha no conteúdo programático e pronto, acabou.</em></p>
<p><em>Hoje, depois de muito conflito na sala de aula, os professores foram se modernizando, fazendo capacitações, e hoje em dia o professor já interage com os alunos. Por exemplo, divide opiniões, duplica opiniões sobre determinado assunto. Acho isso super bacana porque quando um aluno expõe uma opinião isso significa que ele está aprendendo, que ele está formando um caráter, defendendo a própria opinião. Isso é uma coisa muito bonita.</em></p>
<p><strong>Você já teve um aluno que tinha 78 anos de idade. Como foi isso?</strong><br />
<em>Não foi tão difícil porque ele era muito esforçado, muito interessado. Foi muito legal porque eu aprendi com ele, ele aprendeu comigo, nós aprendemos um com o outro.</em></p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 410px"><img src="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/01/42bfileira.jpg?w=400&#038;h=295" alt="" width="400" height="295" /><p class="wp-caption-text">Participantes de oficina de internet no Telecentro de Belterra. Fonte: http://http://cidadebelterra.blogspot.com</p></div>
<p><strong>Como você se sentiu sendo um adolescente de 15 anos ensinando para um senhor de 78 anos?</strong><br />
<em>Uma coisa normal, como ele me ensinou eu também posso ensinar. É uma cosa de gerações e ele me respeitava como monitor, assim como eu o respeitava pela sua idade</em></p>
<p><strong>Já ouviu falar de sustentabilidade? O que acha disso?</strong><br />
<em>A sustentabilidade é muito importante. Se a gente não cuidar do nosso planeta, não teremos nada no futuro. Sempre falo isso na sala de aula, com meus alunos no Telecentro. Oriento, por exemplo, a não jogar papel no chão. Daí alguém diz: “todo mundo joga”. E eu respondo que um papel, mais um papel, chega a um milhão. Ou seja, a gente tem de ter aquele carinho, aquele cuidado de jogar o papel na lixeira porque um papel faz muita diferença.</em></p>
<p><strong>Você acha importante então trabalhar estas ideias na sala de aula com as crianças? </strong><br />
<em>Acho fundamental. Eu exijo mesmo um comportamento delas porque a minha primeira turma foi de crianças. Lembro que passei um teste e quando terminou a aula tinha cinco papeis jogados fora da lixeira e eu exigi que as cinco pessoas que jogaram os papeis fora juntassem tudo. Daí eu dei uma aula só sobre meio ambiente e vi que aqueles alunos nunca mais fizeram aquilo, pelo menos não na minha aula. Vejo que é muito importante usar a sala de aula porque se a gente planta uma ideia na criança, ela vai desenvolver aquela ideia depois.</em></p>
<p><strong>No Pará há muito problema com a exploração da floresta. Há este problema em Belterra?</strong><br />
<em>Temos sim. Tanto que no inicio de 2005 nós tínhamos acho que cerca de 90% de cobertura da floresta e agora parece que temos cerca de 70%. Chegaram agricultores de fora e acabaram derrubando, alagando várias terras para plantar arroz, soja, e isso prejudicou bastante a nossa cidade.</em></p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><img src="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/01/por.jpg?w=400&#038;h=300" alt="" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Vista do pôr-do-sol no rio Tapajós, em Belterra. Fonte: http://cidadebelterra.blogspot.com</p></div>
<p><strong>E como a comunidade reage a isso?</strong><br />
<em>Muita gente reage como se fosse uma coisa normal.  Mas o nosso grupo reage na internet, denuncia o que está acontecendo. A gente sempre teve este hábito de denunciar.</em></p>
<p><strong>Chega a ter violência?</strong><br />
<em>Isso graças a Deus não.</em></p>
<p><strong>Você comentou que tem muito orgulho do seu pai&#8230;</strong><br />
<em>O meu pai é o meu orgulho, porque ele é agricultor, trabalha desde novo na roça, fabricando farinha. Ele era pescador, mas agora é agricultor. Ele sempre me incentivou. Tudo o que eu quero ele está disposto a me ajudar, tudo para o meu bem estar. Ele não mede esforços para nada entende?</em><br />
<em> </em></p>
<p><em>É isso que admiro no meu pai e na minha mãe, porque eles estão sempre do meu lado, me apoiando apesar de serem agricultores.</em></p>
<p><strong>Como você vê o seu futuro?</strong><br />
<em>O que eu desejo fazer é terminar meus estudos, continuar esse trajeto que estou seguindo de informática, cultura digital, continuar sempre explorando e ganhando mais conhecimento sobre o assunto. E conseguir um bom emprego, se Deus quiser. De repente ser médico&#8230; ainda não está muito certo, mas poderia ser, dependendo de como vão as coias.</em></p>
<p><strong>Que mensagem você teria para os jovens da sua idade? O que deveriam fazer agora para se tornarem pessoas realizadas?</strong><br />
<em>Eu diria para eles uma coisa que sempre o meu pai disse para mim: que o estudo é tudo na vida, ele é a companhia na vida de uma pessoa, é tudo, é um deus na vida de um homem. Se você não estuda não consegue nada. Ele sempre me diz isso e é o mesmo que eu diria para os jovens: estudem. Porque esse, sim, é o verdadeiro futuro.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sustentanews.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sustentanews.wordpress.com/394/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sustentanews.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sustentanews.wordpress.com/394/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sustentanews.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sustentanews.wordpress.com/394/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sustentanews.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sustentanews.wordpress.com/394/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sustentanews.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sustentanews.wordpress.com/394/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sustentanews.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sustentanews.wordpress.com/394/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sustentanews.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sustentanews.wordpress.com/394/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sustentanews.wordpress.com&amp;blog=9192622&amp;post=394&amp;subd=sustentanews&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Republicanos, Tea Party e os neuróticos de sempre:combinação explosiva</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Jan 2011 23:05:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Guimaraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadão]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Civil]]></category>
		<category><![CDATA[atentado]]></category>
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		<category><![CDATA[Sarah Palin]]></category>
		<category><![CDATA[Tea Party]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos Estados Unidos, a retórica revanchista do Partido Republicano, da imprensa conservadora e dos porta-vozes do movimento conservador Tea Party fizeram suas primeiras vítimas fatais com o atentado contra a deputada democrata Gabrielle Giffords, que deixou até agora seis mortos, entre eles uma menina de 9 anos e um juiz federal, e 12 feridos, entre eles [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sustentanews.wordpress.com&amp;blog=9192622&amp;post=384&amp;subd=sustentanews&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp">Nos Estados Unidos, a retórica revanchista do Partido Republicano, da imprensa conservadora e dos porta-vozes do movimento conservador Tea Party fizeram suas primeiras vítimas fatais com o atentado contra a deputada democrata Gabrielle Giffords, que deixou até agora seis mortos, entre eles uma menina de 9 anos e um juiz federal, e 12 feridos, entre eles a deputada, internada em estado grave. O principal suspeito, Jared Loughner, parece sofrer de algum tipo de desequilíbrio mental, pelo que se pode ver dos vídeos que mantém na sua página pessoal do Youtube <a href="http://www.youtube.com/user/Classitup10#p/a/u/1/nHoaZaLbqB4" target="_blank">(vejam aqui)</a>. <span id="more-384"></span></div>
<div id="attachment_386" class="wp-caption alignleft" style="width: 193px"><a href="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/01/sarah_palin_map1.jpg"><img class="size-medium wp-image-386" title="Sarah_Palin_Map" src="http://sustentanews.files.wordpress.com/2011/01/sarah_palin_map1.jpg?w=183&#038;h=300" alt="" width="183" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Mapa infame da Sarah Palin - tecle para aumentar</p></div>
<p>O caso é que este caso me trouxe imediatamente à mente a história que correu umas semanas atrás, quando a ex-candidata à vice-presidência americana Sarah Pallin apresentou um mapa com os nomes de 20 candidatos democratas ao Congresso que ela gostaria de ver derrotados nas eleições de meio termo, entre eles Gabrielle Giffords. Cada um era indicado com uma marca que lembra um alvo.</p>
<p>Aliás, a mesma retórica da “cowboy” já havia sido usada pela mesma Sarah Palin com relação ao fundador do site WikiLeaks, dizendo que Julian Assange deveria ser “caçado da mesma forma que Osama Bin Laden”. Para bom entendedor&#8230;</p>
<p>Ninguém vai dizer abertamente que Palin estava sugerindo o assassinato dos candidatos. Mas no ambiente envenenado atual da política norte-americana, este tipo de “sugestão subliminar” pode, sim, na minha opinião, servir como gatilho para neuróticos cometerem este tipo de atrocidade. Sarah Palin deveria ser corresponsabilizada pelo que aconteceu.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sustentanews.wordpress.com/384/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sustentanews.wordpress.com/384/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sustentanews.wordpress.com/384/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sustentanews.wordpress.com/384/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sustentanews.wordpress.com/384/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sustentanews.wordpress.com/384/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sustentanews.wordpress.com/384/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sustentanews.wordpress.com/384/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sustentanews.wordpress.com/384/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sustentanews.wordpress.com/384/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sustentanews.wordpress.com/384/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sustentanews.wordpress.com/384/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sustentanews.wordpress.com/384/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sustentanews.wordpress.com/384/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sustentanews.wordpress.com&amp;blog=9192622&amp;post=384&amp;subd=sustentanews&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Renato Guimaraes</media:title>
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