SWU: música, sustentabilidade e dia perdido

Sustentabilidade virou uma destas palavrinhas sem-vergonha, que servem para vender qualquer produto e que por isso acabam ficando vazias de significado muito rapidamente. Já vi propaganda de motel sustentável e até reportagem sobre como fazer sexo de forma sustentável. Daí quando ouvi falar do SWU e sua proposta de sustentabilidade não posso negar que fiquei com a pulga atrás da orelha.

Honestamente duas coisas que não consigo associar são um festival de música reunindo milhares de pessoas, ainda mais realizado em uma fazenda com todo o inevitável impacto resultante para o meio ambiente local, e uma gestão de sustentabilidade que, se implementada seriamente, poderia até inviabilizar o evento. Em todo caso, parto do princípio de que nenhum empreendimento é 100% sustentável ou insustentável. Trata-se de um processo contínuo, no qual algumas empresas, organizações ou pessoas estão mais adiantadas do que outras.

Por isso, acho positiva toda oportunidade de por o tema em debate e mostrar algumas soluções que se hoje parecem utópicas, no futuro serão lugar-comum. Desta forma, por que não um festival de musica sustentável? Já serve pelo menos para plantar o conceito no horizonte mental de alguns de seus participantes.

Tive a oportunidade de ir até o local de realização do SWU, nos arredores da cidade de Itu. A convite da blogueira Samantha Shirashi, do blog “A vida como a vida quer”, fui participar do Fórum Global da Sustentabilidade, evento organizado no contexto do festival, que trouxe convidados nacionais e estrangeiros para discutir temas relacionados a negócios sustentáveis, inclusão de minorias e jovem e mio ambiente.

Périplo no transporte público
Para mim, a tentativa de chegar até o local do Fórum, em seu primeiro dia, foi um périplo que ilustra muito bem as dificuldades envolvidas quando se tenta por em prática os ideais de sustentabilidade. Em primeiro lugar usei transporte público. Para estimular esta solução a organização do festival decidiu cobrar preços extorsivos para quem fosse de carro e tentasse usar o estacionamento oficial: veículos com até três pessoas pagam R$100,00 por dia e carros com quatro ou mais pessoas pagam R$ 50,00.

Parece uma boa idéia usar o fator econômico para estimular o uso do transporte publico, mas isto só funciona se este for uma opção real, o que na minha opinião não mostrou ser o caso. Saí de casa as 8:00 da manhã para pegar o ônibus para Itu saindo do terminal da Barra Funda.

Para mim esta era a melhor opção, por estar próxima à minha casa, em comparação com a outra possibilidade: um esquema de ônibus saindo com hora marcada do Anhembi direto para o local do evento. Eu me deparei com uma fila que dava voltas dentro da rodoviária, mas quando cheguei ao guichê encontrei um lugar na última poltrona disponível d e um ônibus saindo as 10:00. Quem estava em grupos só achava lugares nos  ônibus para depois do meio dia.

Cheguei ao centro de Itu as 12:05 para me deparar com outra fila dando volta na esquina, desta vez para pegar o ônibus circular que levava até o local propriamente dito do evento. Mais uma hora entre o momento em que consegui pegar o ônibus e quando consegui finalmente desembarcar em meio à multidão que já se formava em frente às bilheterias de venda e troca de ingressos. Outro desafio: a completa desinformação e ausência de placas de sinalização e de pessoal do staff do SWU que pudesse pelo menos indicar onde ficava o local para credenciamento do Fórum.

Lixo já jogado pelo chão e pessoas reclamando em voz alta da falta de informação foi o meu primeiro contato com o festival. Finalmente, depois de muito perguntar e de ser jogado de um lado para o outro, quando já estava quase desistindo e pegando o ônibus de volta ali mesmo, consegui descobrir onde deveria me dirigir para fazer o credenciamento.

Nisso eram umas 13:30 e o Fórum estava marcado para começar as 12:00 e terminar as 14:30. Ou seja, já tinha perdido quase toda a programação. Ao entrar fui informado de que não havia mais lugar dentro do local e teria de ficar do lado fora escutando as falas. Pensei logicamente que haveria um telão ou pelo menos uma televisão transmitindo as falas. Nadica de nada. Tentei a internet para ver a transmissão streaming, mas nada de wi-fi aberto e nem de sinal da Tim para usar meu 3G.

Para completar eu estava morrendo de sede e nada de água. A única coisa para comer eram chocolates oferecidos pela Nestlé, patrocinadora do Fórum. Ir à zona de bares do festival também era inviável porque se saísse de onde estava não poderia voltar e também porque as filas para comprar os tíquetes que davam direito a trocar por comida estavam quilométricas. Aliás, os preços cobrados pela alimentação eram outro aspecto insustentável, ao menos para os participantes que já haviam pagado caríssimo pelos ingressos. Começavam com R$ 6,00 e o céu era o limite.

Quando vi que de onde estava não conseguiria pura e simplesmente acompanhar nada do pouco que faltava para o fim do Fórum, resolvi dar uma volta pelo espaço dos shows. Havia a esperada barraca das ONGs com Greenpeace, SOS Mata Atlântica e outras, fazendo seu proselitismo usual, umas bicicletas simpáticas que ao ser pedaladas geravam energia para encher baterias de celular e girar uma roda gigante (!?!), um labirinto de blocos de materiais reciclados,  um pessoal fantasiado de árvores e animaizinhos circulando com cartazetes com dicas de sustentabilidade e por aí vai.

Depois de meia hora circulando pelo local, resolvi voltar para casa e refiz o trajeto de volta. O saldo final desta minha experiência com o SWU foi usar 11 horas entre ir e vir, gastar quase 90 reais entre transporte e alimentação e não aproveitar quase nada do Fórum. Pior ainda, como não podia ficar para o show, nem este consolo eu tive. Mais insustentável, impossível.

Levando a sustentabilidade a sério
Evidentemente tudo isto pode ter sido uma experiência minha, particular, mas fica a sensação de que  poderia ter sido feito mais para que o transporte público fosse uma alternativa realmente viável, menos demorado, com mais opções e mais barato. Também vi gente que foi de bicicleta e não encontrou nenhum bicicletário onde deixar suas bikes em segurança. Vi uma bicicleta literalmente amarrada a uma árvore.

Teria sido importante a organização ter elaborado e apresentado previamente um diagnóstico do impacto previsto.

Ao pensar em termos de sustentabilidade em seu aspecto mais amplo, teria sido importante a organização do SWU ter ido um pouco mais fundo no seu Plano de Ações para a Sustentabilidade. Várias das metas propostas são muito genéricas ou refletem obrigações legais que qualquer empresa tem de cumprir por definição, especialmente nos aspectos ambiental e trabalhista.

A sustentabilidade desafia a dar passos além.  De qualquer jeito, as metas ficam mais concretas se forem estabelecidas em resposta a um diagnóstico prévio completo do impacto previsto do evento em termos ambientais, sociais e econômicos. Se existe tal diagnóstico, não está explícito no site.

Por exemplo, qual é avaliação da pegada de carbono prevista do evento e as metas para zerá-la? Ou o impacto no ambiente local do deslocamento de participantes, veículos e equipamentos e metas de mitigação? Qual é o impacto provável na economia local e como garantir que ao menos um percentual mínimo dos recursos financeiros levantados com a realização do evento fiquem localmente? Que percentual seria este? A quem beneficiaria?  Em termos de educação e comunicação, há formas previstas de saber se os participantes entenderam e/ou incorporaram algumas das práticas propostas em suas vidas?

Todas estas informações, metas e resultados alcançados deveriam fazer parte da avaliação final do evento e estar disponíveis para consulta no website, por exemplo.

Dá um enorme trabalho, sem dúvida, mas é o preço a se pagar por querer produzir um evento que tem a sustentabilidade como seu diferencial. Do contrário pode ficar aparecendo apenas mais uma de tantas ações de “greenwash” (maquiagem verde) que se vê por aí.

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24 Respostas para “SWU: música, sustentabilidade e dia perdido

  1. É… E hj em dia ja nao podemos mais aceitar de que valeu a intencao deles. Essa improvisacao, superficialidade, falta de profissionalismo deve ser duramente criticado. Se nao for para fazer direito, que nao facam nada…

  2. Caro Renato,

    Sou vegetariano há 2 anos e desde então procurei me aprofundar em conceitos como meio-ambiente, sustentabilidade e impacto ambiental. Em uma coisa eu e você concordamos em gênero, número e grau: Não é possível realizar algo 100% sustentável, principalmente quando estamos falando de um evento de milhares de pessoas. O dinheiro sempre fala mais alto.

    É uma vergonha utilizarem esses conceitos, que trazem uma ideia de boa ação e corretismo para fins lucrativos, e ainda sair com a fama de bem-feitores do Meio Ambiente. Por isso eu não me considero um ambientalista ou naturalista integral: Não o consigo ser. Procuro ajudar sempre na medida do possível, e o quanto melhor puder. E, quem sabe, até tenha sido essa a proposta inicial do SWU. Mas como eu comentei anteriormente, meu caro, o dinheiro sempre fala mais alto. E é essa verdinha que interessa para os seus idealizadores.

  3. Oi Renato!

    Compartilhamos do mesmo nível de desconfiança quanto à viabilidade do evento, porém, felizmente não paguei pra ver. Bem que achei mesmo que este seria mais um evento com discussões filosóficas. Eu até acho válido, mas para um evento carregar essa bandeira de sustentabilidade ele precisa, no mínimo, oferecer a estrutura básica para ser um exemplo prática da teoria discutida. E isto fica muito evidente no transporte!

    Obrigada por compartilhar conosco sua experiência!

  4. Pois e, pessoal. Obrigado pelos comentários.
    Como falei ninguém e 100% sustentável, nem a gente mesmo. Mas acho que se voce organiza um evento ou lanca um produto que tem este atributo como diferencial, então o melhor e fazer direito e completo, como diz o Aerton. Porque o risco e o de expor a própria marca, alem de contribuir para esvaziar de significado o conceito. E isto e ruim para todo mundo.
    Um abraco!
    Renato

  5. Pingback: Rage (e um forum) aganist the machine no #SWU (relato da nossa #insider @djmisslcoud) | A Vida Como A Vida Quer·

  6. Oi, Renato!

    Primeiramente, obrigada pelo comentário no meu post. Acho que todo mundo que esteve pelo festival tem alguma experiência negativa e aos poucos vamos juntando os pedaços e montando uma espécie de relatório do que houve por lá.

    Cheguei mais ou menos no mesmo horário em que você chegou, de forma bem diferente. Fui de excursão, do Rio de Janeiro, e acho que essa foi a minha sorte. Apesar de muitas filas, do preço abusivo e da confusão, não passei pelo sufoco que algumas pessoas passaram.

    A sustentabilidade passou longe da Fazenda Maeda. Muito lixo, poluição gerada pelos ônibus e carros e por aí vai. Uma tristeza só.

    Um grande beijo e vamos torcer para que coisas assim não aconteçam novamente.

  7. Sinto muito por suas desventuras, mas, eu confesso, não tinha expectativas tão superiores quanto à logística do festival. Mas esperava um pouco mais do fórum – que fosse ao lar livre ou pelo menos aberto (como o primeiro flashmob) evitando uso de energia elétrica (tivemos flashmob disso, o segundo, cantando Minha Alma do Rappa sem usar equipamentos), que fosse inclusivo e não fechado (e permitisse que as pessoas interessadas se aproximassem e acompanhassem), que (por conta do horario) reverberasse em todos os espaços do festival em telões. Acima de tudo esperava que duas coisas que são as mais citadas até mesmo em ações de greenwashing: controle dos resíduos (oferta e manutenção de lixeiras separadas) e cuidado com alimentação adequada (e nem precisava, mas podia, ser com carne certificada e tals). Num delírio, por conta do flashmob do dia do carro, sonhei com uma ênfase na concretização de rede de transporte solidário e coletivo para chegar e sair do local.
    Enfim, tudo que pensei ficou na utopia. Uma pena!

  8. Parabéns pela postagem!

    Poderia incluir os seguintes quesitos:

    – a única banda que falou de sustentabilidade no dia q eu fui, foi o Teatro Mágico.
    – Na fila, nossas mochilas foram reviradas, e tudo de comestível foi jogado FORA, supersustentável isso! o engraçado que não vi nenhum caso de acharem drogas, o que tinha de monte no festival (sendo usado na cara de todos), o que fica claro que a revista era soh para acabar com as comidinhas do povo para gastarem um absurdo nas tendas…

    Ridículo!

    Fora que fizeram eu jogar um perfume importado fora, pq eu poderia usar o spray de forma agressiva (!?!)

    enfim…

  9. Pingback: O SWU que a mídia não falou « Garafunhos·

  10. Estacionamento caro? Se cada passagem do Anhembi para o SWU é 30 reais, o preço de ida e volta para duas pessoas sai 3×4 = 120 reais. Junte-se os aborrecimentos com as filas e a inevitável falta de lugares nos ônibus, a conclusão é: vá de carro!

  11. Olá, gosto muito do tema sustentabilidade, e gostaria de continuar a acompanhar os textos. Vocês têm twitter, né? manda pro meu (@luma_pinto) p eu seguir, ok?
    =*

  12. Eu não tive problemas para ver o local do credenciamento do fórum, nem sua entrada. Concordo que poderia ter um telão do lado de fora…
    As bicicletas gerariam parte da energia utilizada para a roda gigante e carregamento dos celulares, isso foi falado.
    Claro que todas as criticas são validas, mas eu sempre tento ver o lado positivo…No meu entendimento, houve grande preocupação (claro, isso era o carro chefe mesmo!) e tentativa de fazer um evento que tivesse o menor impacto possível. O que não deu certo foi erro mesmo, todo mundo erra e quero ver se a próxima edição virá melhor.
    Finalmente, acesse o site para ver o plano de ações apresentado: http://www.swu.com.br/pt/swu/noticias-swu/swu-plano-de-acoes-de-sustentabilidade/

    • Oi Andrea,

      Tentei ser equilibrado no meu post. Por temperamento e visão profissional sempre procuro enxergar antes o lado cheio do copo e acredito que mesmo ações puras de greenwash podem ser passos iniciais de processos mais profundos de transformação. Neste contexto, veja alguma validade na propsta de sustentabilidade da SWU. Mas evidentemente o prometido ficou muito aquém do entregue, o que é uma pena porque isto acaba fortalecendo uma visão cínica e descrente dos participantes do evento com o tema da sustentabilidade. Um estudo feito recentemente em vários países mostra exatamente que um dos efeitos colaterais do greenwash é aumentar o cinismo dos consumidores sobre o discurso de sustentabilidade das empresas. Isto não é bom para ninguém.

      No meu post também menciono o Plano de Ações de Sustentabilidade da SWU, o qual considero em geral muito mais uma lista de intenções do que um plano real. Primeiro porque ele aparentemente não responde a um diagnóstico de sustentabilidade sério e aprofundado feito previamente. Se este diagnóstico existe, deveria estar disponível também. Ele é fundamental porque se foi serio mesmo deve trazer metas quantitativa e qualitativas claramente definidas que possam ser medidas e avaliadas depois do evento e sirvam como parâmetros para iniciativas posteriores.

      Enfim, espero que a organização da SWU seja humilde e realmente aprenda com as críticas que receba, por mais acidas que sejam.

      Um abraco!

      Renato

  13. Eu também encontrei todas essas dificuldades para encontrar o Forum. Não consegui parar no estacionamento próximo ao credenciamento pq o Staff não conseguia me informar como eu teria que fazer para chegar lá. Ao sair do Fórum fiquei 40 minutos numa fila para comprar um crepe, num prço absurdo. Quando fui comprar, não estava funcionando ainda. Latas de lixo no meio da pista era impossível de achar.
    Na entrada tive que jogar pacotes de bolacha fora pq não podia entrar com nenhum alimento. Não vi nenhuma caixa, para que pelo menos fossem doados, ou reaproveitados de alguma outra forma.
    Aproveitei o festival pelas bandas que tive oportunidade de ver, mas me decepcionei muito com todas essas promessas e falta de infraestrutura.

  14. Por favor.
    desejo protocolar petição contra os danos sofrido no evento (morais e materiais).
    Se alguém descobrir o CNPJ de todos os envolvidos, por favor, divulguem.

    Os envolvido são:
    – Grupo TotalCom (organizador);
    – IngressoRápido (responsáveis por divulgação e venda dos ingressos);
    – FNAC – bilheteria de Brasília (foi onde eu comprei os ingressos)

    Grata, Liana.

    **PARABÉNS pelo blog!!
    Estou cansada de abrir os meios “oficiais” de notícia totalmente comprados dizendo que o evento foi ótimo, apenas com alguns probleminhas que serão resolvidos até a próxima edição (já estão falando e muito da edição 2011, principalmente no site oficial do SWU).

    O que mais me cansa: “Ai o evento foi maravilhoso, pois foi sustentável!”

    A sustentabilidade se resumiu em cobrar caro pelo estacionamento e em colocar meia-dúzia de bicicletas pra fingir que as mesmas geravam uma baita energia. Ah, vá!!

    Inclusive.. será q o som do Rage acabou porque pararam de pedalar???

  15. Aproveitar que o blog é sobre sustentabilidade..

    SWU sustentável???
    PIADA!

    TRANSPORTE
    Todos que foram de carro e tinham ingressos para o outro dia diziam: “preferia não ter que voltar, mas não vai ter jeito =/; bom, de qq forma, voltarei de carro, pois não vi transporte coletivo e vi o sufoco dos que dependiam dele”

    Quer evitar carro?? Não se resolve cobrando caro pelo estacionamento, se resolve disponibilizando meios eficientes de transporte alternativo!

    ALIMENTOS
    Confiscarm meu saquinho de castanhas. Juro que pensei que fosse pela segurança (era um potinho cônico de papelão que ganhei na TAM.. achei que eles haviam considerado como pérfuro-cortante). Depois descobri que confiscaram o ClubSocial da minha irmã.. palhaçada!!
    É sustentável fazer uma pilha de alimento pra deixar todos estragarem????
    Eu me senti roubada quando tiraram minhas castanhas da minha bolsa.

    E no final, que eu estava morta de fome e não tinha mais comida nas barraquinhas. Detalhe: tive que andar horrores até chegar à estrada, chegando lá não consegui transporte pra voltar pra Indaiatuba.
    Com muita sorte acabei conseguindo depois de horas. Cheguei às 4:00 no hotal =/
    DESESPERADOR!

    Tudo se resumiu em rachar de ganhar dinheiro:
    SUSTENTABILIDADE: SWU – começa com você a minha riqueza.
    Assinado: os organizadores do evento.

  16. Oi Renato. Acho que tenho algumas respostas pra voce. Vamos la… serao compensadas as emissoes de carbono geradas pelo traslado aereo e terrestre de artitas e equipamentos, alem das emissoes dos geradores de enrgia.
    Em relacao a economia local, os residuos gerados foram doados a uma cooperativa local. O valor resultante da comercializacao desses residuos sera investido em iluminacao na cooperativa, possibilitando a geracao de mais turnos de trabalho.
    Acho que o SWU ainda vai soltar um relatorio socioambiental divulgando o resultado dessas acoes.
    Gostei do evento e a maioria dos problemas relatados eh inerente a um evento desse porte.

    abs,

  17. Pingback: Primeiro dia do Fórum SWU, abordou o aspecto econômico da sustentabilidade | Sustentabilidade e um pouco mais…·

  18. Pingback: Blog do Nogs » Por que não fui e não irei na SWU·

  19. Prezado Renato Guimarães,

    Gostaria gentilmente de convidá-lo para conhecer o projeto da Associação Montanhas do Espinhaço (www.montanhasdoespinhaco.org) e, se possível, ajudar-nos a disseminar este importante projeto de base voluntária e caráter socioambiental.

    Precisamos de sua ajuda, de sua disposição e de suas idéias. Montanhas do Espinhaço é uma organização civil de direito privado, de base voluntária e caráter socioambiental, sens fins lucrativos, que possui como objetivo a conservação dos ambientes de montanha ao longo da Cadeia do Espinhaço a partir da aproximação do homem com a natureza. Buscamos alcançar este objetivo por meio de práticas voluntárias, educacionais, conservacionistas e recreativas, que promovam a manutenção da biodiversidade, a valorização das comunidades tradicionais e a convivência harmônica entre pessoas e o meio ambiente. Acreditamos que a sociedade só irá compreender a importância da natureza e das montanhas quando estiver mais próxima dela. Só é dado valor àquilo que de algum modo desperta nossos sentidos, gerando sentimento de pertencimento, respeito e admiração.

    A Associação Montanhas do Espinhaço tem todas as suas ações voltadas à região geográfica influenciada pela Cadeia do Espinhaço nos Estados de Minas Gerais e Bahia. Nossa atuação é focada em três motivações principais: a primeira delas é contribuir para a proteção e conservação da biodiversidade, dos aspectos bióticos e abióticos, que caracterizam uma das regiões mais ricas e vulneráveis do mundo; a segunda, remete ao resgate e à valorização dos aspectos socioculturais que caracterizam as populações que vivem na montanha ou em sua área de influência e, a terceira, corresponde a aproximação da sociedade, dos ambientes naturais, a partir do uso responsável e da disseminação da cultura de vida ao livre.”

    Saiba mais sobre a Associação Montanhas do Espinhaço no site http://www.montanhasdiespinhaco.org e participe!

    Abraços e parabéns pelo ótimo SustentaNews,
    Fred

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